Dossiê apresentado pelo vereador da capital revela “metástase institucional” e contratos milionários com empresas da família do atual governador interino.
MANAUS (AM) – O vereador Coronel Rosses (PL) protocolou uma ampla representação por improbidade administrativa no Ministério Público contra o Governador interino, Roberto Cidade, e o Ex-Secretário de Segurança Pública, Coronel Vinícius Almeida. Em pronunciamento contundente, o parlamentar revelou ter mapeado um suposto esquema de corrupção, aparelhamento e loteamento do orçamento público avaliado em R$ 159.676.000,00 (chegando a R$ 161 milhões no dossiê completo).
”O Amazonas não tem um governo; o Amazonas tem uma capitania hereditária que sequestrou o dinheiro do povo”, disparou Coronel Rosses, alertando que esta denúncia é apenas a primeira parte da fiscalização. “Preparem os ataques a minha pessoa novamente, porque a minha munição está só começando. Nenhum parlamentar aqui ou seus donos me colocam medo”, afirmou.
Conforme a investigação conduzida pelo parlamentar, antes de assumir como governador interino em abril deste ano, Roberto Cidade ocupava a presidência da Assembleia Legislativa. O parlamentar demonstrou que as empresas ligadas diretamente à família do governador – Navegação Cidade Ltda. e R R Serviços – recebiam cheques milionários do governo.
Rosses denunciou como uma farsa a nota oficial que prometia suspender os contratos familiares para evitar conflito de interesses. _Foi um teatro fabricado pra enganar o cidadão. Vasculhamos os diários oficiais e o esquema continuou intacto. Não existe distrato ou nova licitação”_ apontou Rosses.
O RAIO-X DO ESQUEMA DENUNCIADO:
O vereador detalhou que o esquema avançou por mais de dez secretarias estaduais:
Segurança Pública (SSP) e PM: Concentram mais de R$ 100 milhões. A empresa de barcos Navegação Cidade arrematou uma Ata de R$ 61 milhões para locação de viaturas e mais R$ 21,18 milhões para fornecer minivans monitoradas. “Como uma empresa que navega os rios vira especialista em tecnologia de segurança?”, questionou. A PMAM direcionou mais R$ 5.280.000,00 para a R R Serviços alugar micro-ônibus.
O “Mês de Ouro”: Em junho de 2025, em uma janela de apenas 12 dias, as empresas fecharam R$ 30 milhões em contratos e homologações relâmpago.
Desenvolvimento Sustentável (ADS): Garantiu aditivos que somam R$ 34.731.000,00.
AADESAM: Contratos de R$ 20.708.798,40 para locação de veículos.
Defesa Civil: Faturas que somam R$ 1.036.000,00, incluindo aluguel de tratores, caminhões e um contrato de R$ 345.000,00 de aluguel de imóvel feito com a empresa de navegação.
COSAMA: Faturamento de R$ 2.437.000,00 com direito a contrato para transportar areia para leitos filtrantes no interior.
Outros Órgãos: A teia alcançou a SEPROR (R$ 279 mil), o projeto educacional do PADEAM (R$ 209 mil), a SEAS e a SEAP (transporte de contêineres porta a porta).
QUEBRA DE SIGILO E PROMESSA DE NOVA DENÚNCIA
Diante do robusto conjunto de provas, Coronel Rosses exigiu formalmente ao Ministério Público a abertura imediata de inquérito, o rastreamento do fluxo financeiro e a quebra de todos os sigilos das empresas envolvidas.
Mirando o grupo político do ex-governador Wilson Lima, o vereador disparou na Tribuna: “A cadeia o espera para pagar por tudo o que ele fez ao povo”. Ao finalizar, Rosses avisou que esta representação poupou a Educação e que já finaliza uma nova denúncia bombástica específica sobre a SEDUC. “Enquanto vocês trazem mentiras sobre mim, eu vou continuar mostrando a verdade”, concluiu.
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