O cometa C/2022 E3 (ZTF) está de passagem pela Terra depois de 50 mil anos desde a sua última aparição.
Como mostrou o g1, enxergar o corpo celeste a olho nu vai ser possível, embora seja necessário estar em um local bastante escuro, longe da poluição visual das grandes cidades, sem Lua e com as condições climáticas favoráveis, claro.
Desde janeiro, astrofotógrafos que conseguiram encontrar essas condições já estão fazendo diversos registros da passagem desse cometa, mas agora que o corpo gelado se aproximou da Terra novas imagens estão sendo divulgadas.
Gustavo Rojas, físico e doutor em Astronomia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) explica que os registros não serão muito diferentes das fotos que já foram divulgadas do corpo gelado, como a imagem abaixo, feita no dia 31 de janeiro e cedida pelo fotográfo Michael Jäger ao g1.
“O cometa está sendo observado há muitas semanas. Na quarta (1º), estávamos no seu periélio, que é a data de aproximação máxima com o Sol, quando temos a melhor oportunidade de visualização”, explica Rojas.
O professor, porém, diz que, como o cometa ocupa uma área grande no céu e os grandes telescópios enxergam pedaços maiores, é mais difícil que observatórios do tipo façam registros do cometa, e que devemos esperar mais imagens de astrofotógrafos nos próximos dias.
“Por isso, vamos ter poucas diferenças nas fotos que serão divulgadas. Não vai ter muita diferença de brilho. O que pode acontecer é que o cometa tenha uma certa atividade, aumente sua cauda, mas isso é um pouco imprevisível”, diz.




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