Temendo prisão, deputado que admitiu ajuda a bolsonaristas no QG aciona o STF

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Na terça-feira (6/6), o deputado afirmou, em discurso na Assembleia Legislativa do estado, que deveria estar preso por ajudar a financiar acampamentos antidemocráticos. A fala menciona a prisão do tenente-coronel Benito Franco, ex-comandante das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).

“A prisão do coronel Franco é um tapa na cara de cada cidadão de bem neste estado. Foi preso sem motivo algum, sem ter feito nada. Eu também deveria estar preso. Eu ajudei a bancar quem estava lá. Pode me prender, eu sou um bandido, eu sou um terrorista, eu sou um canalha, na visão de vocês. Eu ajudei, levei comida, levei água e dei dinheiro. Eu acompanhei lá e também fiquei na porta, porque sou patriota”, disse o parlamentar.

Na manifestação enviada ao STF, Demóstenes Torres, ex-senador e advogado de Amauri Ribeiro, pede que a Suprema Corte rejeite um “eventual pedido de prisão preventiva”, por ser “incabível e desnecessária”.

No documento, Torres cita a Constituição do estado de Goiás, que prevê que parlamentares têm o direito inviolável e que “deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”.

“Neste caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Assembleia Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”, consta no trecho da Constituição do estado citada pelo advogado. Além disso, o defensor alega que as falas de Amauri foram “tiradas de contexto”.

Entenda

Após o pronunciamento polêmico na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em que afirmou que “deveria estar preso” por ter ajudado a “bancar” manifestantes golpistas, o deputado estadual Amauri Ribeiro (UB-GO) recuou sobre a declaração.

*Metrópoles

*Foto: Reprodução 

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