Inteligência artificial traz avanços para a medicina, mas não substitui profissionais da área, afirma médico

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Cada vez mais presente em nosso cotidiano, a tecnologia tem tomado as mais diversas áreas. Há anos, ela também passou a integrar a medicina e, diante desse cenário, surgem dúvidas sobre a substituição de profissionais pelas máquinas, principalmente pela chamada Inteligência Artificial. Porém, para especialistas em saúde, os avanços tecnológicos proporcionaram evolução da área e caminham lado a lado com os profissionais.

De acordo com o médico cirurgião plástico Renato J. Freitas, a tecnologia é aliada da medicina desde os primórdios. Ele lembra que, no começo do século 20, não havia conhecimento de recursos como microscopia, antibióticos ou estudo de bactérias. Na parte dos diagnósticos, a tecnologia ajudou a identificar tumores com milímetros de tamanho.

“Temos também outras áreas de atuação na medicina que a tecnologia tem ajudado, como na parte cirúrgica. Houve avanços, surgiram novos aparelhos tecnológicos, conhecemos a medicina robótica. Já na cirurgia plástica, o grande avanço aconteceu nos métodos usados para lipoaspiração. Hoje, é possível remover maior volume de gordura, com menos traumas e menor risco para o paciente. Através da tecnologia, podemos selecionar tecido adiposo específico para o enxerto, o que aumenta a qualidade desse enxerto e a viabilidade do resultado”, comentou.

O especialista pontua que a tecnologia é aliada do médico. Ainda segundo o médico cirurgião plástico Renato J. Freitas, os resultados e a segurança nas cirurgias atuais se devem ao conhecimento tecnológico e a evolução da área.

“Na anestesia, por exemplo, as drogas estão mais controladas, os aparelhos que monitoram o paciente são melhores. O avanço tecnológico só contribuiu no aumento da segurança cirúrgica, na evolução dos diagnósticos e na diminuição da mortalidade. A tecnologia auxiliou no avanço da medicina e no trabalho oferecido ao paciente”, explicou.

Questionado sobre os comentários de que a inteligência artificial poderá substituir o trabalho dos médicos, o Dr. Renato reforça que esses avanços tecnológicos só irão auxiliar o profissional da saúde na busca de diagnósticos. Ele pontua que alguns fatores são possíveis apenas para o ser humano.

“A medicina sempre será uma interação entre dois seres humanos, e apenas uma pessoa é capaz de sentir o que a outra sente. Jamais uma inteligência artificial é capaz de sentir o que o outro sente. Portanto, esse lado de gerar empatia, sentimento e acolhimento nunca será substituído por máquinas”, frisou.

Também chamada de AI, a inteligência artificial busca reproduzir a inteligência humana em computadores. Por meio da análise de milhões de dados, as máquinas são capazes de perceber variáveis, tomar decisões e resolver problemas. São softwares e robôs que operam em uma lógica semelhante ao raciocínio.

No entanto, na visão do médico Renato J. Freitas a área da saúde não pode deixar de lado o fator humano.

“Por isso, acredito que médicos devem investir mais no fator humano. As habilidades cirúrgicas deles poderão ser superadas por uma robótica; com certeza, por uma tomografia é mais fácil ter um diagnóstico de pneumonia do que pelo estetoscópio no ouvido. Mas, entender a dor do outro e se colocar em local de acolhimento é insubstituível”, concluiu.

*g1 / Foto: Pixabay/Reprodução

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