Haddad: “Juros mais baixos vão potencializar o Desenrola Brasil”

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (29/6) que uma taxa básica de juros (Selic) mais baixa poderá potencializar o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes (Desenrola Brasil), com foco em pessoas de baixa renda.

O Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central, mantém a Selic em 13,75% ao ano, fixada desde agosto de 2022. O índice é alvo frequente de críticas do alto escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Haddad ressaltou que a negociação de dívidas poderá facilitar a vida dos cidadãos em situação de vulnerabilidade social e que a taxa de juros mais baixa poderá potencializar a conciliação entre as pessoas físicas e os bancos, principalmente do setor privado.

“A gente completou esse semestre um ciclo de medidas, de conciliação, com taxas de juros mais baixas. Isso vai potencializar o Desenrola: quanto menor a taxa de juros, melhor para o governo”, ressaltou o ministro Haddad.

A declaração do ministro da Fazenda aconteceu durante a transmissão ao vivo da primeira-dama, Janja da Silva, conhecida como “Papo de Respeito”. A influenciadora digital com foco em economia doméstica Nath Finanças também participou do encontro.

Janja e Haddad afirmaram estar “por aqui” com a manutenção da taxa de juros em 13,75% e uma possível queda poderá possibilitar a movimentação da economia brasileira, principalmente no setor de serviços.

“Os juros têm que cair, ninguém aguenta mais os juros, a gente está por aqui”, disse o ministro da Fazenda.

A transmissão debateu, principalmente, o Desenrola Brasil. A influenciadora explicou, ao lado da primeira-dama, como o programa poderá beneficiar a vida financeira das pessoas de baixa renda e como cada cidadão poderá participar do projeto do governo federal.

Nath Finanças também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão.

Desenrola Brasil

O Desenrola Brasil tem como foco a negociação de dívidas adquiridas entre 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022, principalmente em decorrência da pandemia de Covid-19 e do isolamento social imposto para conter a disseminação do vírus.

As regras para o programa foram detalhadas em portaria publicada no Diário Oficial da União e divide os cidadãos em duas faixas. O projeto do governo federal tem como ponto central pessoas com o CPF negativo, a expectativa é de que mais de 30 milhões de brasileiros sejam beneficiados.

A primeira faixa tem como foco pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A segunda faixa irá atender brasileiros com renda mensal de até R$ 20 mil e terão até 12 meses para quitar todas as dívidas adquiridas até dezembro de 2023.

Foto: Reprodução

*Metrópoles

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