Polícia tem dificuldade para identificar placa de carro do qual músico foi arremessado e morto

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A Polícia Civil está tendo dificuldade para identificar a placa do carro de onde o músico Jonatas Monteiro de Oliveira da Silva, de 28 anos, foi arremessado e morto.

O jovem foi encontrado debaixo de um outro veículo na região da Bela Vista, no centro de São Paulo, na madrugada de segunda-feira (3).

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, o conflito ocorre porque o carro envolvido na morte de Jonatas estava em alta velocidade, o que impediu a identificação do número na placa para ter, ao menos, o nome de algum suspeito do crime.

Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que a vítima é arremessada do carro em alta velocidade. Na sequência, ele rola para debaixo de outro automóvel.

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), responsável pela investigação, também apura a possibilidade de Jonatas, que era flautista na Orquestra de Guarulhos, ter se jogado do veículo com a intenção de fugir. Por enquanto, a autoria do crime continua desconhecida.

Vítima esperava carro de aplicativo

Jonatas havia acabado de sair de um bar com os amigos e aguardava um carro por aplicativo para retornar para sua casa.

A delegada também não descarta a possibilidade de Jonatas ter entrado em outro carro de aplicativo por engano.

Segundo Fernando Mellis, que estava com a vítima momentos antes de sua morte, ele e o outro colega saíram primeiro, assim que suas solicitações de corrida por aplicativo foram aceitas. Jonatas ficou por último aguardando o carro.

Mellis conta que passou a segunda-feira (3) inteira sem notícias do amigo, até que soube que a família havia sido chamada para reconhecer o corpo de Jonatas no IML (Instituto Médico-Legal).

Procurada pelo R7, a 99, empresa responsável pela solicitação da viagem por aplicativo, informou que lamenta o ocorrido, confirma que a corrida foi solicitada para o endereço do bar e afirma que “o motorista parceiro aguardou no ponto de encontro durante oito minutos antes de deixar o local” e que “a gravação da corrida não registra qualquer embarque”.

Em nota, a 99 diz ainda que “a rota do condutor também não passou pela rua onde a vítima foi encontrada. Essas informações indicam que o caso não ocorreu durante a corrida. O aplicativo está à disposição para colaborar com as investigações das autoridades”.

O carro sob o qual Jonatas estava não tinha indícios de ter participado de um atropelamento. No asfalto, havia marcas de pneus. Um cartão localizado ao lado do corpo foi apreendido. Segundo Fernando Mellis, o celular de Jonatas desapareceu.

O caso foi registrado no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

*R7 / Foto: REPRODUÇÃO

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