Após duas faltas, Ronaldinho Gaúcho se compromete a prestar depoimento à CPI nesta quinta

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Após faltar duas vezes à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, na Câmara dos Deputados, o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho se comprometeu junto ao presidente da comissão, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), a prestar depoimento nesta quinta-feira (31). O ex-atleta pode ser alvo de condução coercitiva caso não compareça novamente, segundo Ribeiro.

O colegiado tenta ouvir Ronaldinho sobre as suspeitas de envolvimento com o esquema supostamente fraudulento operado por uma empresa que trabalha com trading e arbitragem de criptomoedas.

O ex-atleta tinha conseguido autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ficar em silêncio durante o interrogatório. Na semana passada, o irmão dele, Roberto de Assis Moreira, prestou depoimento ao colegiado e justificou que Ronaldinho não havia comparecido à CPI por causa de problemas com o voo de Porto Alegre (RS) a Brasília.

Em outubro de 2019, o Ministério Público Federal (MPF) revelou que a empresa em questão operava um esquema de pirâmide financeira, que é um esquema ilegal em que uma pessoa finge ter um negócio que gera altos rendimentos sem riscos, para atrair vítimas. O método é oferecido como um investimento, mas, para entrar, as pessoas precisam aplicar um valor inicial.

Na época, a defesa de Ronaldinho alegou que ele teve a imagem usada indevidamente pela empresa e que também teria sido vítima da companhia.

Fato é que, mesmo após o rompimento, o ex-jogador esteve envolvido em uma pirâmide, e sua imagem, dada sua credibilidade e popularidade, incentivou milhares de pessoas a investir em uma fraude, o que causou prejuízos a elas. Tanto que, em 2020, Ronaldinho se tornou réu em uma ação que pede R$ 300 milhões por prejuízos a investidores, em sua maioria pessoas simples e sem familiaridade com investimentos, seduzidas pela marca de um dos maiores jogadores de futebol da história.

TRECHO DE UM DOS REQUERIMENTOS QUE PEDIRAM A CONVOCAÇÃO DO EX-ATLETA

Ronaldinho Gaúcho também foi acusado de envolvimento com outra empresa que teria negócios ilegais, com endereço comercial nas ilhas Seychelles, da qual ele era garoto-propaganda.

Em 2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alertou para o fato de que a companhia atuava de maneira irregular no mercado de Forex (negociações com moedas estrangeiras), com a captação irregular de clientes para operações financeiras. A empresa não estava autorizada a captar clientes no país e teve os serviços suspensos pela CVM meses depois.

Dossiê

A CPI também aprovou um pedido para que uma empresa que atua como buscador na internet forneça informações e documentos disponíveis sobre os materiais publicitários de Ronaldinho com uma das empresas, entre 2016 e 2020. O requerimento também pede à plataforma que informe os valores investidos em cada campanha publicitária da companhia.

*R7/FOTO:REDES SOCIAIS/REPRODUÇÃO

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