UE reage à crise de imigrantes em Lampedusa com promessa de cooperação

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitou neste domingo (17) a ilha italiana de Lampedusa, que tem testemunhado um aumento extraordinário na chegada de imigrantes, com mais de 8 mil pessoas desembarcando nos últimos três dias.

Durante a visita, von der Leyen pediu uma resposta europeia à crise e prometeu medidas, incluindo o reforço das missões navais no Mediterrâneo e apoio à Itália no processamento de solicitações de asilo.

“Nós decidiremos quem vem para a União Europeia e em que circunstâncias. Não os contrabandistas”, disse Von der Leyen após visitar a ilha.

“É um desafio europeu que precisa de uma resposta europeia”, acrescentou.

O plano da UE também envolve a criação de corredores humanitários nos países de origem, como medida de dissuasão para o uso de rotas ilegais. Von der Leyen prometeu ainda o apoio da agência fronteiriça Frontex para garantir o rápido retorno de imigrantes que não atendam aos requisitos de permanência na UE, em colaboração com os países de origem.

Lampedusa, uma pequena ilha no sul da Itália com 6 mil habitantes, enfrenta uma crise humanitária devido à chegada dos migrantes africanos. O centro de acolhimento local, projetado para 400 pessoas, não consegue lidar com essa superlotação. Além disso, um bebê morreu devido às condições precárias.

Em 2023, a Itália já recebeu quase 127 mil imigrantes, um aumento considerável em relação a 2022, quando foram registrados cerca de 66 mil no mesmo período. Esses números se aproximam do pico de 2016, quando mais de 180 mil migrantes chegaram à Itália.

A situação pode piorar devido a eventos recentes, como tempestades na Líbia e um terremoto em Marrocos, que podem aumentar ainda mais o fluxo de imigrantes.

Diante dessa crise, países como Alemanha e França planejam fechar suas fronteiras. O vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, do partido anti-imigrante Liga, expressou frustração com a falta de apoio europeu, afirmando que a Europa “morreu junto com o bebê” que faleceu em Lampedusa.

Apesar de um acordo recente entre o governo italiano e a Tunísia em julho para impedir a saída de imigrantes, os números recentes de chegadas à Itália indicam que isso não conseguiu conter o fluxo migratório.

Foto: Cecilia Fabiano/LaPresse via AP

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