Às vésperas de julgamento, defesa de Daniel Alves muda estratégia, e caso tem reviravolta

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O caso de Daniel Alves teve mais uma reviravolta, às vésperas do julgamento — que deve acontecer ainda em outubro. Depois de demitir o então advogado Cristóbal Martell, o jogador contratou Inés Guardiola, especialista em violência sexual, para cuidar do processo. A nova jurista, no entanto, mudou quase totalmente a estratégia de defesa para tentar tirar o ex-lateral da prisão.

Para o jornal espanhol La Razón, Martell afirmou que não renunciou ao cargo por possivelmente ficar com a imagem prejudicada, caso o ex-seleção brasileira seja condenado. Mas acredita-se que a maneira como o advogado estava guiando o caso não agradou a Daniel Alves. A antiga equipe de defesa enviou três pedidos de liberdade provisória, que foram recusados.

Enquanto a antiga equipe de defesa concentrou esforços para enfraquecer a jovem de 23 anos, que acusa o jogador de estupro, a estratégia proposta por Guardiola pode ter mais sucesso, por explorar aspectos mais técnicos da investigação. A profissional busca questionar a veracidade das declarações da vítima. Com estudos forenses, a nova equipe tentará provar que a relação foi consensual, a partir do fluxo vaginal.

A mudança de argumento já teria afetado a vítima, que tem recebido tratamento psiquiátrico desde o suposto crime e evita ler as notícias sobre o caso, segundo o periódico espanhol. A advogada da jovem confessou que ela vive com um medo constante de que sua versão seja descredibilizada e que tenha a identidade descoberta.

A estratégia é semelhante à explorada pelos advogados de Santi Mina, jogador do Celta de Vigo, condenado a quatro anos de prisão por ser culpado em caso de agressão sexual. Os advogados do jogador chegaram a espiar a vítima.

Daniel Alves está detido no Centro Penitenciário Brians 2 desde 20 de janeiro, quando a juíza responsável pelo caso prendeu o jogador de maneira preventiva. Na reta final do processo, Joana Sanz, esposa do lateral, desistiu do divórcio e disse que quer estar ao lado do atleta. Ainda sem data marcada, o caso deve ser julgado entre outubro e novembro.

*r7/foto: TONI ALBIR/EFE – 06.04.2011

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