Acesso à internet cresce no Brasil e chega a 84% da população em 2023, diz pesquisa

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O acesso à internet no Brasil aumentou em 2023: 84% da população brasileira com 10 anos ou mais se conectou à internet, o que representa 156 milhões de pessoas. Em 2022, este índice era de 81%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) e fazem parte da pesquisa TIC Domicílios 2023, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O órgão considerou o uso de internet nos três meses anteriores às entrevistas.

Há ainda um “indicador ampliado“, que inclui quem, por algum motivo, afirmou não ter usado a internet no período, mas que declarou o uso de aplicativos que exigem a conexão. Por este critério, o número sobe para 164 milhões, ou 88% da população com 10 anos de idade ou mais.

A pesquisa também indica que, em 2023:

  • 🔒 29 milhões de pessoas afirmaram não ter usado a internet, mas, entre elas, 7,4 milhões declararam ter usado algum aplicativo que precise de conexão, o que reduziria o número de desconectados para menos de 22 milhões;
  • 🏘️ 16% dos domicílios brasileiros compartilharam internet com o vizinho, sendo que o índice sobe para 25% nas classes D e E – segundo o Cetic.br, a proporção é maior nas faixas em que há mais barreiras à conectividade, sejam elas técnicas ou econômicas;
  • ⚡ 26% dos domicílios com internet têm conexão com velocidade de até 50 Mega (ou Mbps, megabits por segundo), faixa que inclui os planos mais básicos; 29%, acima de 50 Mbps – 18% não souberam ou não responderam, e 27% não tinham banda larga fixa;
  • 📱 58% dos usuários acessaram a internet apenas pelo celular, o que representou uma queda em relação a 2022, quando índice era de 62%;
  • 🔎 71% dos usuários verificaram por computador ou celular se uma informação que encontraram na internet era verdadeira;
  • ⏯️ Entre os usuários de internet, 65% ouviram música, 64% assistiram a vídeos e 29% ouviram podcasts.
Uso da internet no Brasil em 2023 — Foto: Arte/g1

Uso da internet no Brasil em 2023 — Foto: Arte/g1

O levantamento foi realizado de março a julho de 2023 por meio de entrevistas face-a-face com uma amostra de 21.271 pessoas e 23.957 domicílios. O objetivo é medir posse, uso, acesso e hábitos da população brasileira em relação à internet.

Quem são as pessoas mais conectadas?

As regiões Sul (88%) e Sudeste (87%) tiveram os maiores índices de uso de internet. E a faixa etária mais conectada do país é a de 16 a 24 anos, em que 95% da população acessou a rede no período analisado pelo estudo.

No recorte por raça, 86% das pessoas brancas usaram a rede, enquanto o índice é de 85% para pessoas pardas e de 82% para pessoas pretas.

E quem são os desconectados?

O grupo de pessoas que não usaram a internet no período analisado é composto, principalmente, por homens, pretos ou pardos, com 60 anos ou mais.

A pesquisa indica que, em sua maioria, os desconectados têm formação até o ensino fundamental e fazem parte das classes econômicas D e E.

Conheça o perfil de quem não usa internet no Brasil — Foto: Arte/g1

Conheça o perfil de quem não usa internet no Brasil — Foto: Arte/g1

O que a pesquisa indica?

Além do crescimento no uso de internet, a pesquisa apontou a diminuição no grupo que acessa a rede somente pelo celular. Segundo o coordenador da TIC Domicílios 2023, Fabio Storino, os motivos para esse movimento ainda não estão claros, mas a mudança pode ser considerado positiva.

“Quando cruzamos os indicadores de atividades realizadas na internet e as habilidades digitais com o dispositivo de acesso, nota-se uma grande diferença de aproveitamento das oportunidades digitais por aqueles que acessam a rede exclusivamente pelo telefone celular”, afirma.

“Pesquisas acadêmicas também associam o uso de múltiplos dispositivos com o maior desenvolvimento de habilidades digitais”, continua.

A pesquisa passou a destacar o “indicador ampliado” de uso de internet, que inclui quem disse não ter usado a rede, mas que declarou ter utilizado serviços que precisam dessa conexão, como aplicativos de mensagem e redes sociais.

“Os motivos para isso [a resposta contraditória] são diversos, indo do desconhecimento técnico (não saber que usa ou não a internet) ao fato de alguns usuários de planos pré-pagos entenderam que os aplicativos patrocinados (zero-rated) ‘não gastam’ a internet do seu plano”, afirmou Storino.

Em relação à rapidez da conexão, a escolha pela divisão em 50 Mega foi feita para destacar a maior faixa de velocidade coletada pelo Cetic.br.

“O intuito foi apontar diferenças na qualidade da internet entre as classes sociais, ou seja: mesmo entre os conectados, há diferenças nas condições de acesso”, explicou.

*g1 / Foto: Reprodução/Jornal Hoje

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