A Defesa Civil de Maceió, capital de Alagoas, informou neste sábado (9) que o afundamento do solo no bairro Mutange ganhou força e atingiu 0,35 cm por hora. Ontem, o último boletim indicava que o ritmo de erosão acima da mina 18 da Braskem estava em 0,21 cm por hora. Portanto, o risco de colapso está mantido.
Somente nas últimas 24 horas, o chão afundou mais 8,6 centímetros e, desde o início, o deslocamento de terra já está em 2,16 metros.
A Defesa Civil recomenda que a população não se aproxime da área desocupada até uma nova atualização. Além disso, os técnicos adotaram medidas de controle e monitoramento para reduzir o perigo. As informações são atualizadas continuamente e inclui análises sísmicas.
Mutange, bairro de Maceió (AL)
O drama das famílias que viviam no Mutange, bairro de Maceió (AL), começou em fevereiro de 2018, quando o solo sobre uma mina operada pela Braskem começou a ceder pela primeira vez. Na ocasião, mais de 55 mil pessoas precisaram deixar as suas casas.
Agora, o rompimento de uma das minas de sal-gema exploradas pela empresa deixou a situação ainda pior. O desabamento deverá ocasionar grandes crateras, além de tremores.
O efeito cascata de rompimento de solos em outras regiões também é uma possibilidade. Cinco abalos sísmicos foram registrados no bairro de Mutange somente no mês de novembro.
As minas foram criadas em Maceió por causa da mineração para a extração de sal-gema, um cloreto de sódio usado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila (PVC). Essas minas são como cavernas e ficam sob uma lagoa. O topo dessas cavernas pode colapsar a qualquer momento. Os possíveis impactos ambientais são imprevisíveis.
*R7/Foto: JONATHAN LINS/REUTERS – 06.12.2023


