Desde o início de 2024, o Brasil registrou 1.677 incidentes aéreos, entre voos privados, comerciais, agrícolas, experimentais, de instrução, policiais e outros. Os dados são Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Os registros de ocorrências, analisados pelo Metrópoles, mostram que 42 das mais de 1,6 mil notificações foram classificadas como “grave” pelo órgão que pertence à Força Aérea Brasileira (FAB).
São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais foram as unidades federativas que mais registraram incidentes envolvendo aeronaves desde o início do ano.
O estado que viveu recentemente o maior acidente aéreo no Brasil desde 2007 é líder do ranking de incidentes registrados durante o período. Ao todo, 381 ocorrências aconteceram em São Paulo até agosto deste ano, 218 a mais que o Rio de Janeiro, segundo com mais casos notificados.
Acidentes
Além dos incidentes, classificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como ocorrências que não afetam a segurança da operação do voo, o Brasil já registrou 110 acidentes desde o início do ano. Deste número, 28 deles foram fatais e deixaram 111 vítimas.
Diferente dos incidentes, os acidentes são ocorrências que deixam pessoas feridas, vítimas fatais ou que danificam aeronaves ao ponto de afetar o funcionamento das mesmas. Casos de desaparecimentos, como o voo MH370 da Malaysia Airlines, que despareceu em 2014 e nunca foi encontrado, também são classificados na categoria.
Acidentes semelhantes ao da VoePass
Até o momento, as investigações sobre o acidente com o ART-72, operado pela VoePass, que matou 62 pessoas, na última sexta-feira (9/8), ainda estão em estágio inicial. Ainda assim, o Cenipa classificou o episódio como “perda de controle durante o voo”.
Assim como a tragédia da última sexta-feira (9/8), o órgão registrou, em 2024, outros 13 acidentes com a mesma causa da tragédia em Vinhedo (SP). Ao todo, 80 mortes em ocorrências do tipo foram registradas até agosto deste ano.
Voos agrícolas foram os recordistas em acidentes graves, com cinco casos registrados, seguidos por quatro ocorrências em deslocamentos aéreos privados.
Foto: Arte/*Metrópoles




