Ibovespa supera 136 mil pontos e fecha no maior patamar da história pelo 2º dia seguido; dólar sobe

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O Ibovespa fechou no maior patamar da história pela segunda sessão seguida nesta terça-feira (20), ignorando o clima negativo nos mercados globais, com investidores à espera da ata do Federal Reserve (Fed), que será divulgada nesta quarta (21).

O clima de cautela também fez o dólar encerrar com alta firme ante o real, devolvendo parte das perdas acumuladas nas últimas sessões.

A agenda ainda conta com a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira (23), com expectativa de novas pistas para o início do ciclo de queda dos juros a partir de setembro.

No cenário doméstico, o mercado acompanhou falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, sobre reformas na economia e política de juros.

O Ibovespa fechou o dia com alta de 0,23%, aos 136.087 pontos, um dia após renovar o patamar mais alta da história, aos 135.777 pontos. A variação intradia também bateu novo recorde, ficando acima dos 136,3 mil pontos.

O cenário de cautela global deu força para o dólar, que encerrou a sessão com alta firme de 1,34%, negociado a R$ 5,486 na venda.

O movimento vai na direção oposta da divisa norte-americana, que recuou quase 0,5% ante a cesta de moedas mais fortes do mercado.

À espera do Fed

O Fed divulga às 15h desta quarta a ata da última reunião do seu Comitê de Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que encerrou em julho com a manutenção dos juros no patamar de 5,25% e 5,5%, mesmo nível em mais de um ano e o mais pressionado em duas décadas.

Os sinais da economia norte-americana, porém, sugerem início de queda dos juros a partir de setembro, o que tem dado fôlego aos mercados globais nas últimas semanas.

Haddad e Campos Neto

O dia também foi de falas de autoridades da economia brasileira. Haddad pontuou mais cedo que que já apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cenários para a reforma do imposto de renda.

Segundo ele, no entanto, não significa que os projetos serão enviados ao Congresso Nacional neste momento e podem ficar para os próximos anos.

“Apresentamos cenários da reforma do imposto de renda. Já apresentamos ao presidente, a Fazenda apresentou cenários, mas agora a decisão é dele [do presidente]. Estão entregues”, disse em palestra no Macro day do BTG Pactual.

No mesmo evento, o presidente do BC afirmou que se concentra nos últimos meses de sua gestão à frente da instituição para que o processo de transição seja suave e que fique claro que o próximo presidente vai trabalhar para perseguir a meta de inflação.

*Com Reuters

Foto:REUTERS/Carla Carniel/ *CNN Brasil

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