Importação no Amazonas é 20 vezes maior que exportação em novembro

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Os produtos importados pelo Amazonas em novembro alcançaram montante 20 vezes maior que a exportação, conforme dados da balança comercial do Amazonas.

O estado registrou exportações de US$ 63,64 milhões e importações de US$ 1,22 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pela Sedecti (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação). A secretaria diz que as importações são referente a insumos para abastecer a Zona Franca de Manaus e o comércio.

A China se destacou como o maior mercado para os produtos do Amazonas em novembro. O principal produto exportado foi o ferronióbio, totalizando US$ 11,74 milhões e representando 90,86% das exportações para o país asiático. O produto é produzido em Presidente Figueiredo (município a 119 quilômetros de Manaus) pela Mineração Taboca, recentemente vendida para um grupo chinês.

A Bolívia ocupou a segunda posição como destino das exportações amazonenses, com um volume de US$ 8,19 milhões de outras preparações alimentícias, que responderam por 99,26% das exportações para o país.

Nas importações, a China liderou mais uma vez como principal origem, com outros suportes gravados somando US$ 62,59 milhões, equivalentes a 11,45% das importações totais.

Os Estados Unidos tiveram a segunda maior importação. O Amazonas comprou outros óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e preparações, alcançando US$ 49,71 milhões, valor que representa 41,53% das importações vindas desse país.

Municípios do interior

Presidente Figueiredo se destacou pelo terceiro mês consecutivo como líder nas exportações entre os municípios do Amazonas, com um total de US$ 11,74 milhões, sendo o ferro-ligas o principal produto exportado para a China. Itacoatiara ficou em segundo lugar, com exportações de US$ 219,25 mil de madeira serrada ou endireitada longitudinalmente para os Países Baixos (Holanda).

No âmbito das importações, Itacoatiara também foi destaque, com US$ 23,07 milhões em óleos de petróleo ou de minerais betuminosos vindos da Rússia. Já Tefé registrou US$ 89,32 mil em importações de instrumentos e aparelhos para análises físicas ou químicas, provenientes dos Estados Unidos.

“Mesmo diante dos desafios climáticos, não deixamos de trazer insumos essenciais para abastecer a Zona Franca de Manaus e de exportar nossos produtos ao mercado internacional”, destacou o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa. Ele estima que 2024 fechará com melhores resultados, comparado aos anos anteriores.

Balança Comercial do Amazonas

A Balança Comercial é um estudo elaborado pelo Degeo (Departamento de Estatística e Geoprocessamento), vinculado à Sedecti. O relatório tem como objetivo monitorar e analisar o desempenho das relações comerciais do estado, auxiliando no entendimento das dinâmicas de exportações e importações.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação

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