GCM passa a usar cão-robô para monitoramento de áreas com grande público em SP

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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) começou a usar o cão-robô no patrulhamento de grandes ações em São Paulo. O novo equipamento foi utilizado pela primeira vez em um evento público na última semana, durante o Réveillon na Avenida Paulista.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), o cão-robô possui câmeras com algoritmos de reconhecimento facial que transmitem imagens em tempo real para a central do Smart Sampa — programa de videomonitoramento da prefeitura. Por meio da tecnologia é possível reconhecer e localizar desaparecidos e foragidos da Justiça, além de identificar veículos suspeitos de furto ou roubo.

Apesar do pet cibernético atuar na vigilância de áreas com grande concentração de público, como festivais e jogos de futebol, o equipamento também age no patrulhamento diário do centro da capital e em locais de risco, realizando varreduras e análises dos espaços antes dos agentes entrarem.

Assim, segundo a secretaria, a máquina será utilizada para apoiar os agentes em campo, de forma interna ou externa, e encaminhará as informações com rapidez à plataforma.

O cão-robô já havia sido utilizado em 2024 em São Paulo, mas apenas em eventos fechados. O primeiro uso foi em setembro, no jogo da NFL (liga de futebol americano), realizado na Neo Química Arena, enquanto o seguinte ocorreu em novembro, durante a Fórmula 1.

Controlado por controle remoto, o robô é sempre acompanhado por pelo menos três agentes da GCM, posicionados a uma distância de até 300 metros. O “funcionário” do Smart Sampa além de entrar em locais confinados e de difícil acesso, também pode realizar manobras, pular ou subir e descer escadas. Ainda, quando em contato com a população, os agentes podem simular ações mais brandas, trazendo a ideia de um animal mais “amistoso”.

Com bateria com até duas horas de autonomia, material foi fabricado pela mesma empresa chinesa que fornece os apetrechos e câmeras do Smart Sampa. Valores relacionados ao custo de operação ainda não foram divulgados pelos órgãos responsáveis.

Apesar dos apelidos informais, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) informou que o nome oficial do pet cibernético ainda não foi escolhido.

Fonte: O Globo/Foto: Ciete Silvério/SMSU

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