Centrão pavimenta anistia com oposição para Motta encerrar “greve” na Câmara

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O Centrão pavimentou o andamento do pacote de projetos bolsonaristas, incluindo a anistia ao 8 de Janeiro, para encerrar a greve da direita no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (6/8). A oposição desocupou a Mesa Diretora mencionando o compromisso fechado, mas o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), conforme apurou o Metrópoles, não teria dado garantias de que vai pautar as propostas.

Os bolsonaristas ocupavam o plenário desde a segunda-feira (4/8) e se recusavam a sair até que a anistia fosse pautada no Congresso. O ato dos parlamentares foi uma reação à ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles se revezaram na cadeira de Motta e ameaçaram resistir até uma eventual ordem para que a Polícia Legislativa desobstruísse o local para que a sessão de votações fosse aberta.

Para convencer os bolsonaristas a deixarem o plenário, líderes de partidos do Centrão afirmaram que apoiariam dois projetos reivindicados pela direita. Além da anistia, eles ajudariam com o fim do foro privilegiado, visando limitar o alcance do Supremo Tribunal Federal (STF) contra parlamentares. O apoio foi capitaneado pelo PP e União Brasil, além de outras legendas do chamado Centrão.

Sem previsão

Segundo os interlocutores de Motta, não há acordo, mas uma sinalização de encaminhamento dessas pautas. O Centrão está irritado com o STF por motivos como a derrota do IOF e, também, a imposição de tornozeleira ao senador Marcos do Val (Podemos-ES). Esse grupo quer dar as mãos aos bolsonaristas em nome do que considera ser a defesa das prerrogativas do Legislativo frente ao Judiciário.

Apesar de não haver compromisso, a oposição cantou vitória ao final do impasse no plenário da Câmara. O líder do grupo na Casa, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que houve garantia de análise das propostas após os bolsonaristas deixarem o plenário.

“Toda essa ocupação tem o objetivo da volta das prerrogativas constitucionais do Congresso. O presidente Hugo Motta pediu aos líderes representados — o PP, o União, o Novo, os líderes da oposição — e também tenho autorização para falar do partido PSD. Nós construímos o compromisso de que, na próxima semana, abriremos os trabalhos desta Casa pautando a mudança do foro privilegiado. (…) Junto com o fim do foro, pautaremos a anistia”, disse Sóstenes.

Fonte: Metrópoles/Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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