MS: polícia descarta porcos e tempo ruim como causas de acidente aéreo

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De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), o acidente aéreo que causou a morte de quatro pessoas na terça-feira (23/9), em Aquidauana, no Pantanal sul-matrogrossense, não foi causado por porcos na pista nem pelas condições meteorológicas do momento.

Segundo a delegada do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil (Dracco), Ana Cláudia Medina, no momento do acidente, o céu estava limpo e sem registros de chuva ou vento significativo.

Além disso, inicialmente, trabalhadores da fazenda haviam informado ao Corpo de Bombeiros que o avião precisou arremeter após uma manada de queixadas — porcos-do-mato — invadir a pista. No entanto, a hipótese foi descartada pela Polícia Civil.

Ainda de acordo com a investigadora, a arremetida foi motivada por uma condição irregular observada pelo piloto, o que o levou a realizar uma correção na aproximação para o pouso.

Acidente aéreo no Pantanal

  • O avião de pequeno porte caiu na noite de terça-feira (23), ao lado da pista de pouso da Fazenda Barra Mansa, área turística do Pantanal que recebe visitantes do Brasil e do exterior.
  • De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave arremeteu durante a tentativa de pouso. Funcionários da fazenda presenciaram o acidente e utilizaram um trator e caminhão-pipa para combater o fogo após a explosão.
  • A aeronave seria um modelo Cessna e teria explodido após a queda e todos os quatro ocupantes morreram carbonizados.
  • As vítimas são: Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave; Kongjian Yu, arquiteto paisagista de origem chinesa; Luiz Ferraz, cineasta e documentarista brasileiro; e Rubens Crispim Jr., documentarista.

Investigação

De acordo com Medina, ainda é cedo para apontar uma causa determinante para o acidente; por isso, a investigação continua.

Segundo a delegada, para apuração de sinistros aéreos, é importante observar três pilares: o meio, a aeronave e as condições do comandante. Contudo, ela aponta que as questões precisam ser pormenorizadas durante a investigação, o que depende de diversas outras diligências.

Dois membros da equipe de apoio em terra, que estavam no local no momento da tentativa de pouso, relataram ter visto a primeira aproximação da aeronave e, em seguida, perdido contato visual com o avião.

Eles prestaram informações às autoridades. “Foi um dia todo fazendo pequenos pousos e decolagens, se deslocando aqui na região pantaneira, então eles trazem informações importantes”, contou.

Voo irregular

A aeronave de modelo Cessna fazia um voo irregular após o pôr do sol, e não tinha permissão para transportar passageiros de forma remunerada, segundo o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com os órgãos, a aeronave tinha autorização apenas para voar durante o dia, seguindo regras de navegação visual (VFR Diurno). Ela não contava com equipamentos para voar à noite ou com tempo ruim. Segundo o Dracco, não havia mau tempo no momento da queda.

À polícia, testemunhas informaram que o avião sobrevoou a região pantaneira durante todo o dia, com vários pousos e decolagens. Porém, conforme as autoridades, a pista da fazenda só podia ser usada até as 17h39, e o acidente aconteceu após às 18h.

A Polícia Civil também investiga se o voo fazia parte de um serviço clandestino de táxi-aéreo. O piloto e dono do avião, Marcelo Pereira de Barros, havia sido alvo da Operação Ícaro, em 2019, por transporte irregular de passageiros.

Fonte: Metrópoles/Foto: Montagem Metrópoles

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