Jackson da Silva Ferreira, de 23 anos, que morreu no domingo (16) após bater a moto durante um “pega” no bairro Aleixo, em Manaus, era apaixonado por motos, carros e reformas automotivas. Ele conciliava o trabalho no próprio estúdio de pintura com o último ano da faculdade de Nutrição.
Em vídeo que circula nas redes sociais, Jackson participava de uma disputa em alta velocidade com outro motociclista quando perdeu o controle da moto e atingiu o muro de uma fábrica. As imagens mostram os dois acelerando lado a lado, sem capacete, enquanto pessoas ao redor incentivavam a corrida.
A companheira dele, Graziela Andrade, contou ao g1 que o jovem era conhecido pela generosidade e pelo comportamento respeitoso. “Ele tinha um coração muito bom. Era um excelente filho e irmão. Sempre foi muito educado”, disse.
A paixão por veículos acompanhou Jackson desde cedo. Já adulto, ele trabalhou em uma estética automotiva e fez cursos de aperfeiçoamento, incluindo pintura de motos, área pela qual se encantou.
“Ele criou uma paixão tão grande pela pintura que abriu o próprio estúdio e começou a trabalhar por conta própria”, contou Graziela.
Sonhos e planos
Juntos desde a adolescência, eles compartilhavam projetos para o futuro. Graziela lembrou que Jackson sonhava em ser reconhecido pelo trabalho.
“Daqui a um ano eu vou ser conhecido em toda Manaus, vou pintar muitas motos boas”, recordou, em referência à frase dita por ele em tom de entusiasmo.
Ela contou ainda que Jackson estava finalizando a reforma do estúdio e havia recebido novos pedidos de clientes.
Além da empresa, ele cursava o último ano da faculdade de Nutrição, iniciada antes de entrar no ramo automotivo. Gostava de estar com a família, sair para passear e era apaixonado por churrasco: “amava carne assada”, disse Graziela.
Como foi o acidente e o socorro
Graziela recordou que Jackson passou a manhã trabalhando no estúdio e saiu pouco antes do acidente. Ela foi avisada por uma prima de que ele havia caído de moto e encontrou amigos que o levavam ao Hospital João Lúcio, localizado na Zona Leste da capital.
A viúva disse ainda que o vizinho que participava da disputa acompanhou o socorro, mas não retornou ao local por medo de represálias. Ela também lamentou comentários nas redes sociais.
“Ele tinha família. Dói ler certas coisas num momento como esse”, afirmou.
*g1/Am/Foto: Reprodução/Redes Sociais




