Um caso chocou o Brasil neste domingo (31), quando veio à tona o ataque de um leopardo-da-neve sofrido por uma turista no Geoparque Global da Unesco de Keketuohai, em Funyun, na China. Momentos antes de ser atacada pelo animal, a mulher tirou uma selfie com ele, a menos de 3 metros. De acordo com agências de notícia e a imprensa local, a mulher ignorou um aviso oficial das autoridades emitido na véspera, que sinalizava o risco em potencial e os cuidados a serem tomados na região. Entre as indicações, estava: “Não saia do veículo nem se aproxime para tirar fotos, e nunca caminhe sozinho na área circundante.
“Recentemente, foi detectada atividade de leopardos-da-neve no Vale Gem, em Keketuohai”, dizia o alerta das autoridades locais, segundo a agência Jam Press. “Os leopardos-da-neve são grandes predadores com forte tendência à agressividade. Ao passar por esta área, por favor, mova-se rapidamente e não permaneça no local por muito tempo. Não saia do veículo nem se aproxime para tirar fotos, e nunca caminhe sozinho na área circundante.”
A mulher ficou imobilizada pelo animal por alguns instantes até que um instrutor de esqui conseguiu dispersar o animal ao acenar com os seus bastões. O momento foi registrado em vídeo por testemunhas próximas.
A vítima foi retirada do local com ferimentos no rosto e levada a um hospital. Seu estado de saúde é considerado estável, de acordo com a imprensa local. Segundo testemunhas, o capacete usado por ela ajudou a evitar ferimentos mais graves. O caso foi no último dia 23.
Apesar do ocorrido, os encontros entre os leopardos-da-neve e humanos são considerados raros. Esses animais têm uma “natureza tímida”, de acordo com especialistas. Acredita-se que o leopardo estava rondando a área de esqui devido à falta de comida.
A China, segundo dados do “Snow Leopard Trust”, abriga a maior população de leopardos-da-neve selvagens no mundo.
Fonte: O Globo/Foto: Reprodução/X


