Caso Master: Toffoli diz que ‘jamais recebeu qualquer valor’ de Daniel Vorcaro

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli afirmou, por meio de nota, que nunca recebeu dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ou de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. Além disso, o texto ressaltou que o magistrado “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado”.

O ministro passou a ser criticado por permanecer na relatoria do processo do Master no Supremo, após a PF (Polícia Federal) encontrar possíveis irregularidades que envolvem uma empresa de parentes dele, a Maridt Participações S.A., com a administração do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Conexões

O ministro é sócio anônimo da empresa, dirigida pelos dois irmãos dele e que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. Em 2021, a Maridt vendeu as fatias no negócio de hospedagem a um fundo de investimentos cujo acionista é o pastor Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro, e Toffoli chegou a receber dividendos.

O comprador das fatias foi o fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos, que pertence a Zettel e é investigada por gerir teias de fundos ligados ao Banco Master — além das suspeitas de sonegação bilionária no mercado de combustíveis, por meio de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Atualmente, nem o Arleen, nem os parentes de Toffoli permanecem formalmente na sociedade. Eles cederam as respectivas cotas para o advogado Paulo Humberto Barbosa, que se tornou sócio único das empresas do resort.

Na nota, o ministro informou que “todos os atos e as informações da Maridt e dos respectivos sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, sem qualquer restrição”.

Toffoli acrescentou que a empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025 e que a distribuição do processo referente ao Caso Master ocorreu em 28 de novembro do mesmo ano. No entanto, em conversas achadas pela PF no celular de Vorcaro, havia mensagens que mencionavam pagamentos ao ministro.

Os detalhes constam em um relatório entregue pela Polícia Federal ao presidente do Supremo, Edson Fachin, nesta semana. Após as análises, a corporação apontou a suspeição de Toffoli no processo, o que deveria levá-lo deixar a relatoria do caso.

Contudo, segundo a nota divulgada pelo gabinete do ministro, a PF não tem legitimidade para fazer o pedido — com base no que classificou como “ilações” —, pois a instituição não integra formalmente o processo como parte.

 

*r7/Foto: Luiz Silveira/STF – 04.02.2026

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