Durante coletiva de imprensa concedida em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13/3), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que a extensão da pneumonia no pulmão dele é maior.
Bolsonaro foi internado em unidade de terapia intensiva (UTI) nesta sexta, após passar mal na cela da Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
“O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos”, detalhou.
Ele acrescentou que “cada infecção tem uma característica peculiar, mas nós sabemos que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave, porque evolui para septicemia [infecção generalizada]”.
Segundo o médico, ele foi logo submetido a uma tomografia, que confirmou a suspeita, mostrando uma broncopneumonia bilateral, mais acentuada à esquerda. “E o que chama a atenção: este quadro, esta pneumonia, é maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, explicou.
O médico lembrou que Bolsonaro teve um quadro de pneumonia semelhante em agosto. “Na avaliação que nós fizemos de controle de tomografia em dezembro, ainda tinha um resquício da pneumonia de agosto. Quer dizer, mostrou que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, acrescentou.
O médico explicou que a diferença agora é a extensão dessa pneumonia documentada pela tomografia.
“Quando nós verificamos uma parte grande do pulmão esquerdo e também do pulmão direito, em comparação aos outros exames que ele fez em outras internações, nós verificamos um quadro mais acentuado, sim“, disse, em referência à fala do filho Flávio de que não havia risco à vida dele, mas que essa tinha sido a pior situação em relação ao líquido no pulmão até o momento.
O médico disse ainda que, apesar de o ex-presidente atualmente fazer uso de sete comprimidos por dia exclusivamente para o trato digestivo, o problema gástrico agora não é a prioridade.
“Depois desta internação, o foco total é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Como eu falei, nós não sabemos como evoluirá. Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo.”
*Metrópoles/Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova




