Lideranças de partidos do Centrão atribuem o avanço do PL na janela partidária a um fator principal: a força do sobrenome do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação é de que diversos nomes optaram por retornar à sigla de olho na candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador tem sido apontado como a opção mais competitiva para enfrentar o atual chefe do Palácio do Planalto, Lula, na disputa de outubro.
Entre líderes de partidos do União Brasil e PSD, há consenso de que nomes importantes deixaram o bloco, como os senadores Sergio Moro e Efraim Filho, motivados pelo cenário de polarização, especialmente em seus estados.
Os parlamentares, como o Metrópoles mostrou, migraram do União Brasil para o PL nas últimas semanas.
Fim da janela partidária
Com o fim da janela partidária, na sexta-feira (3/4), as trocas de legenda movimentaram as bancadas da Câmara, mas sem alterar o perfil das principais forças políticas. O PL manteve a maior bancada e registrou o maior crescimento absoluto entre as siglas.
Partidos relevantes do Centrão também foram impactados, como o União Brasil, que perdeu oito deputados.
O período de 30 dias é previsto na legislação eleitoral, no ano do pleito, seis meses antes da votação, e permite a mudança de partido sem risco de perda de mandato.
Os números são preliminares e se baseiam em levantamentos do Metrópoles, feitos a partir de informações repassadas por lideranças partidárias da Câmara.
Fonte: Metrópoles/Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova




