Ciclone bomba pode derrubar temperatura para -4 Cº no país. Saiba onde

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Um ciclone bomba que se forma entre a Argentina e o Uruguai pode provocar uma queda brusca nas temperaturas em alguns estados brasileiros nos próximos dias. O fenômeno, causado pelo encontro de massas de ar frio com ar quente e úmido sobre o oceano, também deve trazer temporais, ventania e risco de geada em regiões do Centro-Sul do país.

De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, o estado pode registrar o dia mais frio de 2026, até o momento, no início da próxima semana.

A previsão é de temperaturas de até -4 °C nas áreas mais altas da serra catarinense, especialmente entre domingo (10/5) e segunda-feira (11/5). Cidades como São Joaquim e Urubici, estão entre as mais suscetíveis ao frio intenso.

Em abril, São Joaquim já havia registrado -3,33 °C.

Temperaturas vão despencar em seis estados

Apesar de o centro do ciclone permanecer sobre o oceano, os impactos devem atingir ao menos quatro regiões. A previsão indica queda brusca de temperatura principalmente em:

  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • São Paulo;
  • Mato Grosso;

Também há previsão de reflexos no sul da Amazônia, com possibilidade de friagem.

Segundo a MetSul Meteorologia, os efeitos da massa de ar polar podem ser impulsionados pela atuação de um ciclone extratropical ativo na costa da Argentina.


O que é um ciclone bomba

  • O ciclone bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica rapidamente.
  • O fenômeno costuma ocorrer sobre o oceano, quando massas de ar frio encontram ar quente e úmido, criando forte instabilidade atmosférica.
  • Os principais efeitos associados ao sistema são chuva intensa, ventania, ressaca no mar e avanço de massas de ar frio.

Tempestades e ventos de até 100 km/h

Antes da chegada do ar polar, a frente fria ligada ao ciclone bomba deve provocar chuva intensa e temporais entre esta quinta-feira (7/5) e domingo (10/5).

Os maiores acumulados podem ocorrer no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde os volumes podem ultrapassar 200 milímetros. O cenário aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios.

Também há previsão de rajadas de vento entre 80 km/h e 100 km/h em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Segundo os meteorologistas, os ventos podem derrubar árvores, placas e estruturas metálicas.

Órgãos meteorológicos e a Marinha alertam ainda para ressaca no litoral do Sul e do Sudeste entre o fim de semana e o início da próxima semana.

Fonte: Metrópoles/Foto: Westend61/Gettyimages

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