É possível formalizar mais trabalhadores com o fim da 6×1, diz autor da PEC

Publicado em

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor de uma das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6×1, disse ser possível formalizar mais trabalhadores com a redução da jornada de trabalho, tanto em termos de horas como de dias, e causar um impacto positivo na economia.

“De 1988, quase 40 anos, tinha 58% de trabalhadores informais. A redução de 48 para 44, e depois de 44 para 40, 36, promoveu no Brasil uma redução de 22% da informalidade. Hoje o Brasil tem 36% dos trabalhadores informais, dos 105 milhões. Então estou muito convencido, e as pesquisas apontam nessa direção, que o fim da escala 6×1 para uma escala 5×2, é possível formalizar 30% dos trabalhadores informais“, declarou Reginaldo em entrevista ao Metrópoles.

O deputado argumentou que, se isso se confirmar, haverá impacto positivo para a seguridade social do trabalhador, com o direito previdenciário. Reginaldo também destacou que haveria impacto nas contas públicas, em relação ao deficit nominal, por conta do deficit previdenciário que o país tem.

Além desses pontos, o parlamentar também citou a saúde, a qualificação profissional, a economia, a produtividade e a renda como pontos que serão impactados com a mudança do regime de trabalho brasileiro.

Aprovação ainda no 1º semestre no Congresso

Questionado sobre o prazo para a aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso, Reginaldo Lopes disse que espera que a votação ocorra antes das eleições, ainda neste semestre, tanto na Câmara quanto no Senado.

“É possível votar nesse primeiro semestre. Essa matéria já foi votada no Senado, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou essa matéria, ela passou pela CCJ do Senado, é uma matéria que os senadores e senadoras conhecem o tema, então eu acredito que é possível. Seria um olhar do Congresso Nacional para os trabalhadores brasileiros”, argumentou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem o objetivo de votar a proposta na última semana de maio no plenário. Atualmente, a discussão está na comissão especial, na fase de audiências públicas. Entre os nomes já ouvidos pelo colegiado estão o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Nesta quarta, Motta fechou com o governo Lula que colocará em pauta o projeto de lei (PL) enviado pelo Executivo sobre o tema depois da votação da PEC no Plenário. Motta e o Planalto acordaram que o PL do governo vai definir as regras de transição na escala de trabalho e especificidades de cada categoria profissional.

Fonte: Metrópoles/Foto: Metrópoles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Senado vira desafio político para Lula às vésperas das eleições

A relação estremecida nos últimos meses entre o presidente Luiz...

Governo define prazo para enviar esclarecimentos sobre carnes à UE

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu...

Avião movido a energia solar que deu volta ao mundo cai no mar

O avião Solar Impulse 2, que entrou para a história...

Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova fase da Compliance Zero

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (14/5), o...