O soldado da Polícia Militar, Cristiano Lima Paiva, de 39 anos, foi preso nesta quarta-feira (13) após atirar contra o carro da própria esposa em Boa Vista. O ataque à mulher ocorreu por volta das 14h30 no bairro Liberdade, na zona Oeste.
Segundo a Polícia Militar, o agente também resistiu à prisão e fez ameaças contra os policiais durante a ocorrência. O g1 tenta contato com a defesa dele.
O caso começou depois que a esposa dele, de 49 anos, viu o marido em um bar acompanhado de outra mulher. Conforme o relato à polícia, ela parou o veículo e pediu que Cristiano retirasse os pertences da casa onde moravam.
Ainda segundo a vítima, o policial quebrou um copo, feriu a própria mão e, em seguida, sacou uma pistola da corporação e fez vários disparos contra o carro dela. No momento dos tiros, a mulher estava fora do veículo.
Após o ataque, ele fugiu para a praia do Caçari, às margens do Rio Branco, acompanhado da outra mulher, apontada como “namorada” dele.
Durante as buscas, a Polícia Militar recebeu a informação de que o homem estava ameaçando banhistas na região. Na praia, policiais da Força Tática se aproximaram e pegaram a arma do soldado sem que ele percebesse.
O suspeito questionou o motivo de terem recolhido a arma e foi informado de que era procurado por ter atirado contra o carro da esposa.
Segundo a PM, o soldado ainda disse: “Que bom que a Força Tática não topou comigo, porque eu, com uma calibre 12 carregada, iria confrontar com eles”. Mesmo advertido sobre a fala, ele ainda reiterou que, em caso de confronto, “levaria pelo menos um [dos colegas de farda] com ele”.
Depois disso, o policial pulou no Rio Branco e fugiu novamente. Com apoio de banhistas que estavam de jet ski, os agentes conseguiram acompanhar a fuga. Ele foi localizado escondido em uma área de mata após cerca de 500 metros de buscas. Segundo a PM, a ação durou “vários minutos”.
Os policiais informaram ainda que ele resistiu à prisão e precisou ser imobilizado e algemado. Durante a espera por uma embarcação para sair do local, Cristiano fez novas ameaças aos agentes, dizendo frases como: “Vocês vão pagar por isso aqui” e “isso não vai ficar assim”.
Na ocasião, ele pediu que as algemas fossem retiradas para “entrar em vias de fato” com a equipe e afirmou que não dependia da corporação para nada, que a ocorrência não iria dar em nada. O soldado se recusou a fazer o teste do bafômetro e, segundo a PM, apresentava sinais de embriaguez.
A arma dele foi apreendida. Além disso, também foram encontradas 11 munições deflagradas e cinco intactas.
O caso foi atendido por duas equipes da Polícia Militar e registrado na delegacia pelos crimes de disparo de arma de fogo em local habitado, dano qualificado com violência no contexto de violência doméstica, ameaça, desacato, resistência e condução de veículo sob efeito de álcool.
Em nota, a corporação disse que não compactua com qualquer conduta incompatível com os princípios legais, éticos e disciplinares que regem a Instituição e que “adotará todas as medidas administrativas, disciplinares e demais procedimentos militares que forem cabíveis, observando o devido processo legal e as normas vigentes”.
Fonte: G1/Foto: Arquivo pessoal




