Mergulho nas Maldivas: últimas palavras de pesquisadora foram sobre mistérios do oceano

Publicado em

As últimas palavras de Monica Montefalcone, uma das turistas que morreu em uma expedição nas Maldivas, foram sobre os mistérios do oceano, segundo o New York Post. A professora da Universidade de Gênova está entre as cinco vítimas que faleceram durante um passeio de mergulho em cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu nesta quinta-feira (14).

Horas antes do acidente, na noite de quarta-feira (13), a italiana teria enviado uma mensagem a um colega, ressaltando a importância do projeto de exploração.

“É fundamental observar o ambiente subaquático — que permanece muito desconhecido para o público em geral — seja com nossos próprios olhos ou através das lentes de um robô”, escreveu Montefalcone.

De acordo com a imprensa da Itália, os cinco mergulhadores saíram para a expedição na manhã de quinta-feira e foram dados como desaparecidos no início da tarde, quando não retornaram à superfície. Quem notificou o sumiço dos turistas foi a tripulação da embarcação em que viajavam.

 

Até o momento, apenas o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi localizado. Ele acompanhava quatro pessoas ligadas à Universidade de Gênova: a professora Monica Montefalcone, sua filha e estudante Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em biologia Federico Gualtieri.

Monica Montefalcone

A mensagem enviada pela pesquisadora horas antes do acidente reforça sua relação com projetos voltados a ambientes marinhos. A italiana de 52 anos era professora de ecologia na Universidade de Gênova e figura reconhecida na área ambiental.

Montefalcone dedicou mais de 25 anos aos estudos sobre a Posidonia oceanica, os ecossistemas costeiros e os impactos das mudanças climáticas nos oceanos. Ela também era uma mergulhadora experiente que comandou diversos trabalhos sobre a proteção dos oceanos.

“A única certeza que tenho é que minha esposa está entre as melhores mergulhadoras do mundo”, disse Carlo Sommacal, marido de Monica, em entrevista ao jornal La República. “Ela jamais teria colocado em risco a vida da nossa filha ou de qualquer outro jovem.”

Autoridades seguem investigando o que causou as mortes. De acordo com a imprensa local, os mergulhadores tentavam explorar cavernas a 50 metros de profundidade em uma região onde o recomendado para mergulho recreativo é de 30 metros. Além disso, as condições climáticas não estavam favoráveis.

 

 

*r7/Foto: Reprodução/Instagram/@montefalcone_monica

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Choro e briga: veja como foi o último jogo de Neymar antes da Copa

Neymar disputou, neste domingo (17/5), a última partida antes da...

Ataque deixa 10 mortos em zona rural do México

Um novo ataque com armas no México deixou 10 mortos em...

Em jogo truncado, Manchester City vence o Chelsea e conquista a Copa da Inglaterra

O céu cinzento de Londres parecia anunciar tensão antes...

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno com 45%

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (16/5) mostra que o...