O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, na próxima sexta-feira (29/5), o número mais aguardado pelos economistas até agora. Trata-se do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre de 2026. A maioria das estimativas são de resultados perto de 1%, com variações sensíveis para mais ou para menos.
Além das estimativas perto de 1%, os economistas consideram que este será um trimestre de força na atividade econômica, após resultados mais modestos nos trimestres anteriores:
- terceiro trimestre de 2025: 0,1%;
- quarto trimestre de 2025: 0,1%.
O PIB do Brasil
- Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. A divulgação é feita trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom. Por outro lado, um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
- Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, ante crescimento de 3,2% no ano de 2023.
O Banco BTG e a XP estão entre as instituições financeiras que apresentam o crescimento mais consistente, equivalente a 1,1% no primeiro trimestre deste ano. A expectativa segue a esperança de uma atividade econômica mais robusta no início do ano, que também tem adesão do Banco Central (BC), instituição que projeta “altas contidas nos trimestres seguintes”.
“Previsão de crescimento da agropecuária no primeiro trimestre — apesar da expectativa de alta anual moderada para o setor — devem contribuir para a aceleração da atividade econômica nesse período”, diz trecho Relatório de Política Monetária de março deste ano.
A expansão de 0,8% é destacada pelo Banco Daycoval. A instituição acredita que haverá “comportamento predominantemente positivo entre as atividades, com recuo marginal apenas de Transporte, armazenagem e correio”.
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) tem uma previsão de 0,9%. O número anterior era mais modesto: 0,7%. O percentual é projetado diante das dúvidas que a instituição tem sobre o mercado de crédito aquecido mesmo com as altas taxas de juros.
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) projeta um crescimento de 1,1%.
Coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, Juliana Trece considera que a agropecuária teve papel importante para o desempenho do PIB do primeiro trimestre, mas também considera outras atividades, tais como indústria extrativa mineral, sobretudo retirada de petróleo, e atividades de informação e comunicação, dentro do setor de serviços.
“É um trimestre mostrando uma certa resiliência ainda da atividade econômica, apesar de todo o contexto externo, apesar do contexto interno também de juros elevados. A gente vê que o consumo das famílias segue crescendo”, destaca Trece.
Sobre a expectativa de um crescimento menos potente nos próximos trimestres, a economista lembra que o mundo enfrenta as incertezas provocadas pela guerra.
Em relação ao cenário interno, Trece cita que a redução nos juros até aqui pelo Banco Central não são suficientes para embalar os investimentos e ainda o fato de estarmos diante de um ano eleitoral, o que eleva as dúvidas sobre os rumos da política econômica.
“As empresas acabam, por exemplo, tomando decisões de investimentos mais cautelosas até ver o que vai acontecer na questão política, como isso pode impactar a economia”, pontua.
PIB 2026
O Ministério da Fazenda mantém a projeção de 2,3% para o crescimento do PIB do ano de 2026. O mercado é mais cauteloso. Boletim Focus da última segunda-feira (25/5) indica avanço de 1,89%, índice superior à projeção da semana passada (1,85%).
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. O documento do FMI traz como novidade aumento na projeção de crescimento do PIB brasileiro, no patamar de 1,9%.
Fonte: Metrópoles/Foto: Michael Melo/Metrópoles




