Exame não detecta vírus ebola em paciente internado em SP

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo confirmou na manhã desta segunda-feira (1º/6) que o caso suspeito de doença pelo vírus Ebola em um paciente de 37 anos em isolamento no Emílio Ribas foi descartado após exames.

O Instituto Adolfo Lutz informou que não foi detectado material genético do vírus na amostra do paciente, um homem, que estava internado em isolamento no Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas. Ele é natural da República Democrática do Congo e viajou recentemente ao país.

O paciente, segundo a secretaria, apresentou alguns dos sintomas que levantaram a hipótese de caso suspeito, como febre. A investigação ocorreu de forma preventiva com base em protocolos nacionais e estaduais para casos suspeitos.

Sintomas do Ebola

  • A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal;
  • Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias;
  • A transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.
  • Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças estadual atualizou uma nota informativa com orientações sobre o surto de Ebola. O documento reforça a importância das medidas de vigilância, notificação imediata, isolamento e manejo inicial.

Apesar da suspeita, a avaliação técnica da SES sugere que o risco de introdução da doença no Brasil permanece baixo. Entre os fatores considerados pela secretaria, estão a ausência de histórico de transmissão no continente e a inexistência de voos diretos entre as regiões afetadas e o país.

Ainda assim, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

Fonte: Metrópoles/Foto: Maciej Frolow/Getty Images

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