Julgamento do caso Henry Borel chega ao 10º dia com chance de extensão

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O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, chegou ao 10º dia nesta quarta-feira (3/6), no 2° Tribunal de Justiça da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Hoje, a expectativa é que ocorram os debates entre a acusação e a defesa.

Os debates podem se estender por até 10 horas. Em seguida, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidirão pela condenação ou absolvição dos réus.

A votação pode ter início já na quarta-feira ou se estender até quinta-feira (4/6). Após encerrada a votação, a juíza Elizabeth Machado Louro convocará as partes e proferirá a sentença, determinando a dosimetria das penas.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A mãe da vítima, Monique Medeiros, por sua vez, é ré por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo.

O julgamento até aqui

Ao longo das sessões, foram ouvidos investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas ligadas ao caso e ex-namoradas de Jairinho.

Jairinho e Monique Medeiros prestaram depoimento nessa terça-feira (2/6). Monique, que foi a primeira a depor, apresentou uma nova versão sobre os fatos que atencederam a morte do filho, e afirmou acreditar que Jairo foi o responsável pela morte do menino.

Jairinho, por sua vez, negou ter agredido mulheres ou crianças e atribiuiu acusações feitas por ex-namoradas a “especulações“. A pedido do advogado de defesa, Rodrigo Faucz, Jairinho não respondeu às perguntas da acusação nem da juíza responsável pelo caso.

Relembre o caso

  • Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de 8 de março de 2021
  • A mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, legaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel
  • Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática
  • A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel
  • Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico
  • No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança
  • Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril
  • Eles respondem por uma série de crimes no que diz respeito à morte de Henry, incluindo homicídio triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução/Instagram

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