A poluição dos rios é a principal preocupação ambiental dos moradores de Manaus, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. O levantamento mostra que 37% dos entrevistados citaram o problema como um dos maiores desafios ambientais, à frente de queimadas, desmatamento e questões relacionadas ao saneamento básico.
Outros problemas ambientais mencionados pelos moradores de Manaus foram queimadas (30%), desmatamento (28%), sistema de coleta e tratamento de esgoto (27%), enchentes e alagamentos (25%) e falta de coleta seletiva de lixo (21%).
Mudanças climáticas
A pesquisa também abordou quais são os principais impactos das mudanças climáticas percebidos pela população. Em Manaus, o calor excessivo aparece isolado na primeira posição, citado por 42% dos entrevistados.
Na sequência aparecem a poluição do ar (16%), o aumento no preço dos alimentos (14%) e as enchentes (9%). Outros impactos mencionados foram seca (5%), elevação do nível do mar (4%) e falta de água (3%).
O levantamento mostra que os efeitos do aumento das temperaturas são a principal consequência das mudanças climáticas percebida pelos moradores da capital amazonense.
Papel das prefeituras
Outro dado destacado pela pesquisa é a confiança da população na capacidade dos governos municipais de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Em Manaus, 78% dos entrevistados afirmaram que as prefeituras podem contribuir para o combate ao problema. Outros 11% disseram que não e 11% não souberam responder.
Nas conclusões do estudo, a Ipsos observa que há uma percepção consolidada de que os municípios têm papel importante na adoção de medidas voltadas à adaptação climática e à melhoria das condições ambientais urbanas
Sobre a pesquisa
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 27 de dezembro de 2025 e ouviu 3,5 mil moradores de dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Na capital amazonense, foram entrevistadas 300 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de seis pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Valter Calheiros




