O cenário meteorológico no Brasil sofrerá uma guinada radical nesta terça-feira (23/6) com a chegada de uma intensa massa de ar polar. O fenômeno, que avança rapidamente pelo Centro-Sul do país, provocará um declínio acentuado nas temperaturas e acenderá o alerta para o risco de geada ampla na Região Sul.
Ao mesmo tempo, o deslocamento de uma frente fria pelo Sudeste intensifica a instabilidade, trazendo chuva forte e o risco de temporais isolados para estados densamente povoados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na Região Sul, o ciclone extratropical que atuava nos últimos dias começa a se afastar em direção ao oceano, abrindo espaço para o ar polar. Embora o leste do Paraná ainda registre chuva fraca a moderada pela manhã, a tendência é de abertura de sol e estabilização do tempo na maior parte dos três estados.
O grande destaque, contudo, será o frio rigoroso: os termômetros devem registrar marcas negativas no Rio Grande do Sul, criando condições ideais para geada no território gaúcho, oeste de Santa Catarina e sudoeste paranaense, além de chance de precipitação invernal nas áreas serranas. O mar segue muito agitado, com rajadas de vento que podem atingir 70 km/h no litoral.
No Sudeste, o avanço da frente fria, combinado a um sistema de cavado em médios níveis da atmosfera, espalha instabilidades severas. Desde as primeiras horas do dia, o estado de São Paulo enfrenta pancadas de chuva moderadas a fortes acompanhadas de trovoadas.
A Região Centro-Oeste viverá um dia de transição climática. A frente fria mantém o tempo instável e sujeito a temporais isolados no leste de Mato Grosso do Sul e no extremo sul de Goiás. Nas capitais e demais áreas de Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o sol predomina entre poucas nuvens, mas o calor e a umidade ainda provocam pancadas isoladas no extremo norte da região.
E o calorão?
Enquanto o Centro-Sul se resfria, as regiões Nordeste e Norte continuam sob a influência do calor e da alta umidade. No Nordeste, a circulação dos ventos marítimos mantém o transporte de umidade para a costa, gerando chuvas moderadas a fortes entre o litoral norte da Bahia e a Paraíba, além da faixa norte do Maranhão, Piauí e Ceará.
No interior nordestino, no entanto, o panorama é oposto: o sol forte predomina e os índices de umidade caem para patamares críticos, abaixo de 30%, no oeste baiano e no sul do Maranhão e Piauí.
Por fim, a Região Norte segue com seu padrão típico de verão amazônico, caracterizado por forte sensação de abafamento e altas temperaturas. A combinação entre o calor diurno e a vasta disponibilidade de vapor d’água alimenta a formação de nuvens carregadas, provocando pancadas de chuva com trovoadas no Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia e Acre.
Fonte: Metrópoles/Foto: Arquivo/Agência Brasil




