Michelle Bolsonaro ataca direita do Ceará por apoio a Ciro: “Vendida”

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fez críticas à direita cearense após reagir à declaração do pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), que cogitou apoiar os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), mas não mencionou Flávio Bolsonaro (PL).

Michelle se manifestou nesse domingo (19/7), ao comentar em um post de uma página do Instagram, que republicou a notícia.

A declaração de Ciro foi dada nesse sábado (18/7), durante uma entrevista após o evento Expocrato, em Cariri, no Ceará. Após a repercussão da fala do ex-ministro, a página Easy Fatos, republicou a notícia e a ex-primeira-dama deixou um comentário.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle.

A polêmica em torno do assunto ocorre porque, apesar de o diretório estadual do Partido Liberal (PL) demonstrar apoio à pré-candidatura de Ciro, o ex-ministro não menciona o senador Flávio Bolsonaro como um nome em que possa votar.

O apoio do PL a Ciro provocou uma crise no clã Bolsonaro. Michelle defendeu apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará por “coerência política”.

Ao longo deste ano, ela relembrou diversas críticas que Ciro fez ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Racha familiar

O apoio do PL ao palanque do Ceará desencadeou um desentendimento na família Bolsonaro. Em 24 de junho, Michelle publicou pelo menos dois vídeos no Instagram comentando sobre as divergências com o enteado Flávio sobre o assunto.

Em um dos trechos do vídeo, a ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador, durante conversa por telefone sobre o palanque do PL no Ceará.

“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”

No vídeo, Michelle afirmou que a resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política. Um dia após a divulgação dos vídeos com críticas, Michelle abaixou o tom para acalmar os ânimos no espectro político.

 

 

*Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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