O dólar opera em queda de 0,50% frente ao real, cotado a R$ 5,08, nesta sexta-feira (7/8). Na véspera, a moeda americana já havia registrado queda de 0,41%.
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em alta de 0,15%, aos 175,8 mil pontos. Na quinta-feira (6/8), o indicador desabou 1,23%.
Um dos fatos mais relevantes da agenda do dia foi a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Na prática, os números oferecem uma indicação sobre o quão aquecida está a economia americana, termômetro que tem forte peso sobre a definição da taxa básica de juros do país.
A pesquisa conhecida como “payroll” (literalmente, “folha de pagamento”), veiculada pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, mostrou que, excluindo o setor agrícola, o mercado fechou 23 mil vagas de emprego em julho. O número ficou bem abaixo da expectativa do mercado, que previa a criação de 83 mil postos.
Federal Reserve
O “payroll”, contudo, não é o único ponto de atenção do mercado, associado à questão dos juros americanos. Reportagem publicada na quinta-feira (6/8) pelo jornal britânico Financial Times informou que o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, estaria disposto a elevar a taxa americana, se os dados indicarem uma inflação ainda resiliente nas próximas semanas.
A informação não é irrelevante. Mesmo porque Warsh foi indicado para o cargo pelo presidente Donald Trump, que faz forte pressão para que os juros caiam, o que favoreceria o crescimento econômico americano.
Uma variação dos juros nos Estados Unidos mexe fortemente com os mercados globais. Se ocorrer uma alta, por exemplo, os títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, tornam-se mais atrativos, o que reduz o interesse dos investidores por ativos de risco, como as ações negociadas em bolsa.
Fonte: Metrópoles/Foto: Getty Images


