O Congresso Nacional realiza, nestes próximos dias, o segundo esforço concentrado antes das eleições gerais de outubro com foco em pautas prioritárias para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Senado concentra a maior parte das iniciativas e bandeiras da reeleição do petista, sintoma do distaciamento que o petista viveu no último ano do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Na quarta-feira (26/7), o petista recebeu Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para um almoço no Palácio do Alvorada para discutir as pautas do esforço concentrado.
Após a reunião, o trio se dirigiu à imprensa em uma demonstração pública de alinhamento permeada por afagos mútuos após meses de tensão. Lula disse ter certeza de que as prioridades elencadas na reunião serão aprovadas em todas as fases no Congresso, mas Alcolumbre ainda não cedeu a todos os pedidos do petista, apesar de elogios à relação que há entre eles.
“A nossa relação, minha e do Hugo Motta com o senhor enquanto presidente do Brasil, ela tem dado muitos frutos positivos ao povo brasileiro. Porque nós temos a capacidade, com o olhar, com a compreensão do tamanho da nossa responsabilidade, dar a soluções dos problemas que a sociedade espera de nós. Sem pensarmos me filiação partidária, posição ideológica, mas pensando no Brasil e nos nossos compromissos assumidos enquanto líderes, chefes de Poderes”, disse Alcolumbre.
A principal delas, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta (2/9).
O relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu parecer pela admissibilidade na última quinta (27/8), e manteve o teor da matéria aprovada na Câmara em maio para viabilizar uma discussão rápida.
A PEC ficou parada na presidência do Senado por 85 dias em meio ao tensionamento com Lula. Os chefes dos poderes se aproximaram só último mês, culminando no destravamento da pauta.
Blusinhas
Além da 6×1, o governo também conseguiu destravar a Medida Provisória 1.357/2026 conhecida como a “Taxa das Blusinhas”.
O Congresso acelerou a tramitação e elegeu a mesa da comissão mista antes mesmo do esforço concentrado, colocando o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) na presidência e a senadora Leila Barros (PDT-DF) na relatoria em uma reunião semipresencial na sexta. A medida caduca em 8 de setembro.
*Metrópoles/Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto



