O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para determinar ao Senado Federal a leitura e o andamento de requerimento de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. A decisão foi proferida na terça-feira (22/9).
A CPI seria destinada a investigar possíveis relações entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo, e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A decisão ainda permite que o pedido seja reavaliado após o recebimento de informações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP).
Alessandro Vieira acionou o STF contra a suposta omissão de Alcolumbre em relação ao requerimento de CPI protocolado em 9 de março de 2026.
Segundo o senador, o pedido tem 41 assinaturas — acima do mínimo constitucional de 27 —, delimita fato determinado e estabelece prazo de funcionamento de 120 dias, com limite de despesas de R$ 50 mil.
“Decepção”
Em nota, o parlamentar disse que a decisão de Zanin é uma “decepção”, mas não encerra a discussão sobre a omissão do Senado na instalação da comissão.
“A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral. Sob ponto de vista formal, vamos juntar ainda mais informações e pedir que o ministro revise seu entendimento”, afirmou o senador.
Seis meses de espera
O pedido chegou ao STF depois de quase seis meses sem que o requerimento fosse lido no Senado. Alessandro Vieira afirmou, na ação enviada à Corte, que a CPI foi protocolada em 9 de março e que Alcolumbre não determinou a leitura, a numeração ou a publicação do texto.
A comissão proposta por Alessandro Vieira teria 11 titulares e seis suplentes, prazo de 120 dias e limite de R$ 50 mil em despesas. O objetivo seria apurar eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra natureza entre Moraes, Toffoli, Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master.
Fonte: Metrópoles/Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto


