EUA: Trump cogita atacar Irã com “mãe de todas as bombas”, diz emissora

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As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboraram novos planos de ataque contra o Irã onde consideram o uso da GBU-43/B, conhecida como “Massive Ordnance Air Blast Bomb” (Moab) e apelidada de “mãe de todas as bombas”.

As investidas teriam como alvo instalações nucleares e a infraestrutura energética do país persa, dependendo de uma ordem direta do presidente Donald Trump para a retomada das operações de combate, seja antes ou após as eleições de meio de mandato. A informações são da CNN.

 

Segundo fontes ouvidas sob condição de anonimato, Trump instruiu diretamente os militares a formular pacotes adicionais de bombardeiros voltados à infraestrutura de energia iraniana, incluindo a alternativa da bomba Moab.

O plano prevê que os ataques sejam executados antes da retirada formal das tropas da área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, permitindo ao governo declarar vitória e retirar o pessoal militar do teatro de operações.

A Moab

  • O que é: Conhecida como Moab (Massive Ordinance Air Blast ou bomba de ar de artilharia massiva), a GBU-43 é uma das armas não nucleares mais potentes do mundo, sendo superada apenas pela equivalente russa FOAB.
  • Mecanismo de ação: O artefato opera por meio da pressão do ar, efeito que prolonga e amplia significativamente o raio de destruição e o número de vítimas.
  • Apelido e histórico: Devido ao seu enorme poderio, ganhou popularidade sob a alcunha de “Mãe de todas as bombas” (Mother Of All Bombs). Foi desenvolvida pela Força Aérea dos EUA em 2002 e já foi empregada em operações reais, como em ataques contra complexos de túneis no Afeganistão.
  • Especificações técnicas: O armamento pesa mais de 10 mil quilos, carrega cerca de 8 toneladas de material explosivo, possui uma potência equivalente a 11 toneladas de TNT e gera uma onda de choque com raio de detonação de 1 quilômetro.

O eventual lançamento do armamento — o maior artefato não nuclear do arsenal americano — marcaria uma escalada sem precedentes no conflito com Teerã.

Contudo, interlocutores a par das discussões internas no Pentágono e no comando militar questionam reservadamente a eficácia real da superbomba para alcançar os objetivos estratégicos almejados pela Casa Branca ou para alterar o curso de uma guerra que já se arrasta por mais de seis meses.

Prejuízos nas urnas

O debate militar ocorre sob forte pressão política sobre o presidente, envolvido em um conflito altamente impopular perante o eleitorado norte-americano. A poucas semanas do pleito legislativo, lideranças republicanas temem potenciais prejuízos nas urnas, enquanto o cenário diplomático permanece travado, sem indicativos de um acordo negociado em curto prazo entre Washington e o governo iraniano.

Embora o Pentágono continue alimentando Trump com opções operacionais detalhadas, autoridades expressam ceticismo sobre a existência de uma estratégia abrangente na Casa Branca capaz de integrar o braço militar a um desfecho definitivo.

 

A decisão final recai exclusivamente sobre Trump, que há meses busca alternativas capazes de construir uma narrativa de encerramento triunfal do conflito para a opinião pública.

Nas aparições públicas mais recentes, o tom do presidente tem oscilado. Enquanto setores do governo sugerem que a guerra estaria praticamente vencida, Trump adota uma postura mais cautelosa e evita proclamar vitória, enfatizando que os Estados Unidos ainda possuem assuntos pendentes na região.

Nos bastidores, ele também demonstra resistência a propostas de aliados que sugerem a retirada imediata das tropas, alegando que o recuo sem contrapartidas equivaleria a uma declaração de derrota.

Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução

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