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“A melhor forma de proteger a Amazônia é dando voz às pessoas que vivem nela”, declara Amom Mandel em reunião de preparação para COP-30

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O parlamentar aproveitou o encontro da juventude do Partido Cidadania, com convidados de todo País, para enfatizar a necessidade de aliar a preservação ambiental ao desenvolvimento econômico

Em reunião preparatória para a participação da juventude do Partido Cidadania na Conferência da Partes Para do Clima (COP-30), nesta terça-feira (18), o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) destacou a urgência da inclusão da realidade amazônica nos debates internacionais sobre mudanças climáticas. Com uma trajetória ligada à defesa do meio ambiente e ao ativismo social, Mandel compartilhou suas experiências em conferências climáticas passadas e apontou o que deve ser a postura do partido nas discussões futuras.

“Na COP de Dubai, tive um grande choque ao perceber que, embora a conferência fosse vista como uma oportunidade de salvar o meio ambiente, muitos dos participantes estavam lá apenas para negociar, como se fosse uma grande feira. Isso me fez refletir sobre como o desafio da crise climática é ainda maior do que imaginávamos”, contou o deputado, que na última edição da conferência compôs a delegação brasileira.

Para ele, a COP é mais do que um evento de negociação: “É uma grande oportunidade de articulação política e de imposição de narrativas. Embora não possamos mudar o mundo de uma vez, podemos usar esse palco para impor nossa narrativa sobre a preservação da Amazônia e a integração dos povos amazônicos no debate global”, afirmou.

Mandel destacou que, no contexto brasileiro, a solução para a preservação ambiental não deve ser dividida entre desenvolvimento e preservação. “Não deve existir desenvolvimento sem preservação. O que buscamos é um planejamento sustentável, que contemple tanto a preservação ambiental quanto a geração de emprego e renda, para que a economia possa prosperar de forma equilibrada com o meio ambiente”, afirmou o deputado.

Em sua fala, ele também refletiu sobre as políticas públicas voltadas para a Amazônia. Mandel criticou a falta de investimentos e políticas estruturantes para a geração de emprego e renda na região. A falta de oportunidade, na avaliação do parlamentar, abre margem para os crimes ambientais e o avanço do crime organizado.

“O grande problema da Amazônia não é apenas o desmatamento, mas a falta de apoio à população local. Quando o estado não está presente, o crime organizado ocupa esse vazio, e a população acaba sendo forçada a recorrer ao extrativismo ilegal. Quando não há políticas públicas efetivas, a população acaba sendo dominada por organizações criminosas e, ao invés de proteger a Amazônia, exploram suas riquezas de maneira ilegal e devastadora. O estado precisa agir de forma mais contundente para garantir a proteção dos recursos naturais e das pessoas que vivem na região”, concluiu.

Mandel também mencionou que a política de preservação da Amazônia precisa estar diretamente ligada às necessidades da população local, para que a sociedade possa enxergar o valor da preservação ambiental e a importância disso nas relações econômicas locais e, consequentemente, à melhoria das suas condições de vida.

O deputado fez um apelo pela valorização das demandas locais dentro do cenário internacional, principalmente durante a COP-30, que põe a Amazônia na vitrine do mundo. “A COP-30 no Brasil é uma grande oportunidade para que o Norte do país, que é frequentemente esquecido, seja ouvido. Não podemos permitir que pessoas de fora do Brasil ou do eixo Sul-Sudeste determinem como devem ser as políticas para a Amazônia. O Brasil é diverso, e a melhor forma de proteger a Amazônia é dando voz às pessoas que vivem nela”, destacou Mandel.

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Assessoria Amom Mandel em Manaus
92 98140-1756 (Whatsapp)

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