A notícia que circulava nos bastidores, teve sua confirmação no dia de ontem, com sua publicação em vários portais. Os personagens desse capítulo da velha política; são velhos conhecidos da sociedade amazonense.
Waldemar da Costa Neto, ex-presidiário, condenado no mensalão do PT a sete anos e dez meses de prisão. Alfredo Nascimento, ex-ministro de Lula e Dilma, exonerado após denúncias de corrupção; foi o primeiro prefeito a declarar apoio a Lula em sua primeira campanha presidencial vitoriosa. Eduardo Braga, ex-ministro de Dilma, aliado histórico dos governos petistas, e que até hoje é lembrado pela responsabilidade do aumento de 40% da energia elétrica do amazonense. David Almeida, fã de Lula, a quem chama de estadista, crítico ferrenho do governo Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes; anunciou a proposta de homenagem ao Ministro Alexandre de Moraes como forma de confrontar o ex-presidente Bolsonaro.
O objeto do “acordo” é a ida do prefeito David Almeida, crítico do governo Bolsonaro, para o PL de Waldemar e Alfredo, e que contou ainda com a participação do Senador Eduardo Braga. Os objetivos estão claros.
David Almeida precisa de uma estrutura partidária, e de agradar os eleitores conservadores, que estão incomodados com suas atitudes.
Waldemar Costa Neto e Alfredo Nascimento desejam “espaço ” na máquina pública; como no voto são sabedores de que não irão alcançar esse objetivo, o acordo com David Almeida passou a ser o menor caminho ao poder. Eduardo Braga sabe que tentar a reeleição em 2026, sem ter representante (vereador) na Câmara Municipal, será um dificultador a mais a ser enfrentado.
Resta saber o que o eleitor conservador, de direita, que decidiu que não queria a velha política, que criticou duramente Waldemar por seus atos no mensalão, que rejeitou Alfredo nas urnas em várias eleições, que não esquece de Eduardo Braga ao pagar sua conta de energia, que assistiu David Almeida chamar o governo de Bolsonaro de burro, e age como um pseudoprofeta, verá esse “acordo político”.
