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Ação da PF contra “Dr. Mounjaro” gera treta de milionários por cota de ilha

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Conhecida como o paraíso dos ricos, a Ilha de Carapituba, na Baía de Todos os Santos, a cerca de 40 minutos de Salvador, tornou-se palco de divergências que envolvem negócios milionários.

Com mais de 5 mil metros quadrados, o endereço reúne mansão com sete suítes, piscina, spa, academia e uma lancha italiana de 62 pés atracada no píer.

Durante algum tempo, a ilha pertenceu exclusivamente ao empresário Marcelo Pessoa, sócio da Galápagos. Depois, foi dividida em cotas e comercializada com outros empresários, entre eles o médico Gabriel Almeida, conhecido nas redes sociais por publicar conteúdos sobre emagrecimento. Médico de celebridades, ele tem mais de 750 mil seguidores.

O modelo de propriedade compartilhada é administrado pela Prime You, empresa que é especializada em ativos de luxo e que teve entre seus sócios o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A relação entre Marcelo Pessoa e Gabriel Almeida azedou depois que o médico decidiu devolver sua cota à Prime You. A decisão veio após uma ação da Polícia Federal que investigou a possível participação de Almeida em um grupo suspeito de fabricar ilegalmente o medicamento Mounjaro.

Segundo a PF, a investigação também apurou a realização de treinamentos para profissionais de saúde e a apresentação de produtos relacionados a remédios para emagrecimento na ilha.

A devolução ocorreu em fevereiro deste ano, três meses após a ação da PF em Carapituba.

Desde então, segundo empresários e integrantes do mercado imobiliário ouvidos pela coluna, uma nova disputa passou a rondar o local: a divergência financeira entre Almeida e Marcelo Pessoa, acompanhada de acusações de um suposto calote de R$ 10 milhões.

Após a saída de Almeida, a Prime You passou a divulgar a cota disponível nas redes sociais. A coluna apurou que o valor pode variar de R$ 22,5 milhões a R$ 26 milhões, dependendo da etapa da negociação e da inclusão da lancha de 62 pés no negócio.

Almeida nega que exista briga

Procurado pela coluna em 3 de setembro, Almeida afirmou que devolveu a cota porque perdeu a vontade de frequentar a ilha.

“Eu devolvi para a Prime. Ela tem quatro cotas. Devolvi em fevereiro deste ano, logo quando saiu matéria minha no Fantástico. Devolvi porque não quero nem mais pisar na ilha. Nunca mais. Eu perdi a vontade da ilha”, afirmou.

 

Sobre o suposto conflito com Pessoa, o médico foi direto: no dia 11 de setembro, classificou a informação como “fake news”.

“Não procede, repito. Ele é meu amigo. Frequento a casa dele em Praia do Forte. Isso não é verdade”, declarou.

 

Procurado pela coluna, Marcelo Pessoa não respondeu aos questionamentos até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

 

*Metópoles/Foto: Vitor San

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