Achado usado: um Gol GTI 1989 restaurado com preço de Audi A3 0 km

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Qual jovem nascido nos anos 1980 nunca sonhou em ter um carro esportivo? A década foi uma das mais democráticas na história do automóvel nacional, em razão da proibição das importações. Era aí que entravam modelos como o Volkswagen Gol com suas versões GT, GTS e GTI.

O clássico Gol GTI Azul Mônaco que arrancou suspiros na abertura do Salão do Automóvel de São Paulo de 1988 é um dos mais desejados e, por isso, está cada vez mais valorizado. Autoesporte encontrou uma unidade destas à venda no site Reginaldo de Campinas. Ela é 1989/1989 e, segundo nos conta Reginaldo Ricardo, foi toda restaurada por uma empresa de São Paulo, em 2023. No anúncio, é citado que o carro já rodou 192 mil km.

“GTI virou ouro e quem tem um bom não quer vender de jeito nenhum; esse aí eu só peguei porque estava num padrão muito legal, muito bem feito e não existe mais, né? O último GTI 100% original que passou pelas minhas mãos foi em 2018”, explica o especialista. Oferecido por R$ 300 mil, o GTI do Reginaldo custa R$ 3 mil a menos que um Audi A3 Sportback 0 km com o pacote Performance Black.

Origem esportiva

Mas antes do Gol GTI propriamente dito, a Volkswagen teve o Gol GT. Na época do lançamento, principal rival era o Ford Escort 1.6 (8V CHT) XR3. O oponente era mais equipado (até teto solar tinha) e requintado, mas o representante da VW apostava firme no motor 1.8 8V. Com comando de válvulas do Golf europeu e alimentado por carburador de corpo duplo, rendia bons 99 cv de potência e 14,9 kgfm de torque, no álcool. Em parceria com o câmbio manual de 4 marchas de relações mais diretas, o GT disparava até os 100 km/h em respeitáveis 9,7 segundos e atingia a velocidade final de 180 km/h.

Em 1987, com a atualização estética da família Gol, o GT virou GTS. Visualmente, o hatch ficou mais moderno sem deixar a esportividade de lado. Para isso, a frente ficou ligeiramente mais baixa com novos faróis, incluindo os de milha e de neblina e grade com menos aletas.

Já os para-choques de plástico envolventes e borrachões com filetes em vermelho que percorriam toda a lateral do veículo davam o ar da graça dos esportivos dos anos 1980. As clássicas rodas diamantadas estilo “pingo d ‘água” montadas em pneus 185/60 R14 ajudavam a compor o visual agressivo. Na traseira, as lanternas ficaram maiores e o toque final ficou por conta do aerofólio traseiro sobre a tampa do porta-malas, item que não existia no antecessor GT.

Na parte interna, as mudanças eram mais sutis com destaque apenas para os famosos bancos esportivos da Recaro com nova padronagem, além do logotipo GTS posicionado ao lado do rádio. O painel era exatamente o mesmo, porém, isso mudaria na linha 1988 quando passou a usar um totalmente novo com mostradores circulares e maiores, além de comandos do tipo “satélite”, com melhor ergonomia.

O AP-800 e a transmissão manual de 5 marchas — presente a partir do GT 1985 — permaneciam, bem como a potência de apenas “99 cv”, inferior à real, com a justificativa para fugir da taxação do maior imposto. Curiosamente, a VW preferiu manter apenas essa configuração a álcool e deixando de oferecer o propulsor a gasolina devido ao desempenho inferior.

GTI, o primeiro carro nacional com injeção eletrônica do Brasil

Mas se o GTS não “evoluiu” tanto em desempenho, o GTI viria para compensar e entrar para a história como o primeiro carro nacional a adotar injeção eletrônica de combustível. Apresentado no final de 1988 no Salão do Automóvel de São Paulo, a mecânica era a AP-2000i, porém com o sistema de alimentação multiponto LE-Jetronic, fornecido pela Bosch. Com essa receita, o esportivo extraia revigorantes 120 cv de potência e torque de 18,4 kgfm. Aliada à transmissão manual de 5 marchas, o esportivo ganhou muito em agilidade fazendo de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e velocidade final de 185 km/h.

Fonte: Auto Esporte/Foto: Reprodução

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