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Alvo de operação da PF, governador de TO diz que vai colaborar com as investigações

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Após ser alvos de uma operação da Polícia Federal, o governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), afirmou que vai colaborar com as investigações. Ele ressaltou que, na época dos episódios investigados, era vice-governador e não coordenava nenhuma “despesa relacionada ao programa de cestas básicas” (veja nota completa abaixo). A ação dos policiais apura supostos desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Entre os alvos, também estão o deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos), filho do chefe do executivo local, e empresários. O R7 tenta contato com os citados e o espaço permanece aberto.

“Como todos já sabem, a única alusão ao meu nome em toda essa investigação foi a participação num grupo de consórcio informal de R$ 5 mil com outras 11 pessoas, no qual uma delas era investigada”, destacou o governador.

Os inquéritos tramitam sob sigilo no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e indicam a presença de “fortes indícios da existência de um esquema montado entre os anos de 2020 e 2021″. “[O suposto esquema] consistia na contratação de grupos de empresas previamente selecionadas para o fornecimento de cestas básicas, as quais recebiam a totalidade do valor contratado, porém entregavam apenas parte do quantitativo acordado”, diz a PF.

Os policiais chegaram ao Palácio do Governo em carros descaracterizados para realizar as buscas. Ainda segundo os policiais, o suposto esquema teria funcionado entre 2020 e 2021. Na época, Wanderlei Barbosa era vice-governador do estado.

Denúncias

A Polícia Federal disponibiliza o e-mail delecor.drcor.srto@pf.gov.br e o número (63) 3236-5422 para o recebimento de denúncias e outras informações referentes aos fatos, além do serviço de plantão na própria Superintendência Regional no Tocantins.

Outro Lado

Wanderlei Barbosa

O Governador Wanderlei Barbosa informa que recebeu com surpresa, porém com tranquilidade, a operação ocorrida nesta manhã de quarta-feira, 21, sobretudo porque na época dos fatos era vice-governador e não era ordenador de nenhuma despesa relacionada ao programa de cestas básicas no período da pandemia.

“Como todos já sabem, a única alusão ao meu nome em toda essa investigação foi a participação num grupo de consórcio informal de R$ 5 mil com outras 11 pessoas, no qual uma delas era investigada”, destaca o Governador.

Ressalta ainda, que deseja a apuração célere e imparcial dos fatos, pois está confiante na sua inocência e na Justiça, estando sempre à disposição para colaborar com as investigações.

Governo de Tocantins

Por meio de nota, o governo de Tocantins afirmou que é “de interesse” próprio que os fatos sejam apurados.

“O Governo do Estado de Tocantins informa que colabora com a Polícia Federal no cumprimento dos mandados de busca e apreensão realizados na manhã desta quarta-feira, 21, referente à Operação Fames-19, que investiga supostos desvios na compra de cestas básicas nos anos de 2020 a 2021. É do interesse do Governo do Estado que tais fatos sejam devidamente esclarecidos.”

 

 

*R7/Foto; Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins/Arquivo

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Last Updated on 21 de agosto de 2024 by Mara Noronha