A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir nesta quarta-feira (13/5) se mantém ou revoga a decisão de suspender produtos da marca Ypê produzidos na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo.
O colegiado vai analisar um recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante da Ypê. Devido ao recurso, a suspensão aplicada pela Anvisa não está valendo. Mesmo assim, a empresa disse que ia manter a suspensão da produção enquanto aguarda a nova análise da Anvisa.
O recurso será analisado por cinco diretores da Anvisa. A reunião está marcada para começar às 14h.
Nesta terça-feira (12/5), a Anvisa se reuniu com representantes da Química Amparo para tratar das providências adotadas pela fabricante após a suspensão de produtos. A empresa afirmou que colocou em prática 239 ações corretivas relacionadas aos processos de fabricação dos produtos.
Recurso apresentado
De acordo com a Ypê, o recurso tem o intuito de apresentar esclarecimentos à Anvisa. “A Ypê informa que apresentou na data de ontem um recurso perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, com o objetivo de reforçar os compromissos assumidos no seu Plano de Ação e Conformidade e, ao mesmo tempo, apresentar esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à Resolução-RE n. 1.834/2026, publicada ontem”, disse a empresa em comunicado.
Na semana passada, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de vários produtos de limpeza da marca. Na lista, estão detergentes, sabão líquido e desinfetantes — segundo a agência, aqueles que tenham lotes com final 1 não devem ser usados.
A decisão da Anvisa foi tomada após a identificação de problemas na fábrica da Química Amparo, que produz os saneantes. Segundo a agência, foram encontradas falhas em etapas importantes da produção, incluindo problemas nos sistemas de controle e garantia da qualidade.
Entre as preocupações, está a possibilidade de contaminação microbiológica, com presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que não deveria estar nos produtos e pode trazer riscos à saúde.
Fonte: Metrópoles/Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
