Artistas do setor cultural de Manaus procuraram a redação do OPP para realizar denúncias de insatisfação sobre os últimos editais realizados pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (MANAUSCULT), da Gestão David Almeida. Segundo eles, estão sendo prejudicados pela falta de eventos que abrangem todos os âmbitos culturais da sociedade, e não só os de agrado do Prefeito de Manaus, o que vem ocorrendo nos últimos anos.
Conforme denúncia, desde os primeiros editais lançados no início do mandato de David Almeida até esse ano, em específicos os editais Prêmio Thiago de Mello e o Manaus Faz Cultura, os resultados com os nomes dos aprovados mostram selecionados específicos, beneficiando inscritos de um certo grupo priorizado pelo Prefeito de Manaus, e que ganham muito bem, deixando de fora artistas locais que realmente precisam do valor destinado a projetos artísticos no município.
Eles apontam ainda que, se alguma pessoa tenta questionar os resultados dos últimos editais na Manauscult, é totalmente ignorada por eles.
“Nos últimos editais oferecidos pela Fundação Manauscult, como, por exemplo, o Prêmio Thiago de Mello e o Manaus Faz Cultura, foram contemplados pessoas com privilégios econômicos, que possuem todos os direitos trabalhistas e salários mensais garantidos”. Assim, com certeza prejudicando artistas e fazedores da cultura, autônomos, que realmente precisam da verba desses editais. É um direito deles de se inscreverem? Certamente, pois pela Lei qualquer pessoa pode se inscrever num edital público. Porém, não é sensato. Isto é, a falta de bom senso e da observação por essas pessoas privilegiadas sobre o seu entorno e a consciência da precarização das vidas dos (as) trabalhadores (as) autônomos (as), deveriam ser, sim, posta na mesa. Isso para mim é consciência crítica perante a sua comunidade, o seu contexto e o seu território de atuação. Observei que nesses 2 editais citados há pessoas que recebem mais de 15/20 mil reais e foram contempladas com as verbas desses editais. Assim, ficando com um pedaço do “bolo (pequeno)” os artistas autônomos que de fato precisam”, disse.
“Aliás, é importante dizer que sinto uma total ausência da presença do poder público municipal com propostas de políticas públicas para as artes, tendo como alvo os autônomos do setor artístico cultural. Assim, como nós artistas autônomos podemos dar continuidade e fomentar nossas atividades, ações e criações, se há uma quase que ausência do Estado?”, questionou outro artista.
Os dois editais municipais citados acima somados movimentam mais de 2 milhões distribuídos para os aprovados. Outra preocupação que sonda o meio artístico de Manaus é sobre como será administrado e distribuído os 17,6 milhões recebidos pela Prefeitura de Manaus e Manauscult da Lei Paulo Gustavo na última quinta-feira (06/07).
De acordo com a Prefeitura de Manaus, os valores serão distribuídos aos projetos contemplados nos editais da Lei Paulo Gustavo (LPG), a serem publicados em breve pela Prefeitura de Manaus, Manauscult e Concultura.
Importante ressaltar que o atual diretor-presidente da Manauscult é Osvaldo Cardoso, Bacharel em Direito, empossado no dia 10 de abril pelo Prefeito David Almeida, que na ocasião lhe anunciou como Advogado. A formação de Osvaldo Cardoso chamou tanta atenção que fez muitos irem verificar no site da OAB se constava o nome dele como filiado, e descobriram que, na verdade, o “Advogado”, como até então era anunciado, era apenas Bacharel em Direito. A gafe viralizou e não pegou nada bem para Osvaldo que também se intitulava Advogado, e para a gestão David Almeida que endossou um crime de falsidade ideológica.
Resultado dos últimos editais:
*Redação OPP



