O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (5) novas medidas de segurança para reforçar o Sistema Financeiro Nacional. As ações foram anunciadas após a revelação do envolvimento do crime organizado nos recentes eventos de ataques a instituições financeiras, chamadas de fintechs.
Segundo a autoridade monetária, instituições de pagamento não autorizadas e aquelas que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional por meio de PSTI (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação) terão limite de R$ 15 mil para operações via TED (Transferência Eletrônica Disponível) e Pix.
Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o universo dessas contas corresponde a 3% do sistema monetário.
A restrição poderá ser retirada quando o participante e seu respectivo PSTI atenderem aos novos processos de controle de segurança. De forma transitória, participantes que comprovarem a adoção desses controles poderão ser dispensados do limite por até 90 dias.
“É possível fazer transferências de valores maiores, mas pode ser necessário realizar mais de uma operação”, explicou Galípolo.
Segundo ele, o valor foi definido porque a maioria das transações de pessoas jurídicas está abaixo de R$ 15 mil.
Galípolo afirmou que já era esperado que o crime organizado se adaptasse à evolução do mercado financeiro. Segundo ele, as medidas anunciadas têm como alvo as organizações criminosas, e não as instituições fintechs.
“A ‘Faria Lima’ [avenida em São Paulo que abriga grandes bancos] e as fintechs são vítimas do crime organizado. […] Todos os interlocutores com quem conversei nesse período querem que a gente aumente a segurança do sistema e veem com bons olhos nossa capacidade de repelir o crime organizado”, declarou.
*R7/Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo


