Bolsonaro indiciado: saiba quais os próximos passos da investigação no caso das joias

Publicado em

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e auxiliares dele por vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades internacionais, nesta quinta-feira (4). Os crimes atribuídos foram de peculato (desvio de dinheiro público), associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Agora, o processo será encaminhado para o ministro relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. Após analisar o relatório, o ministro deve encaminhá-lo para a PGR (Procuradoria-Geral da República). Cabe ao Ministério Público Federal avaliar se pede novas investigações, se oferece denúncia ou se arquiva o caso.

Em uma eventual denúncia, os envolvidos podem virar réus e responderem a uma ação penal, que pode levar até a uma condenação. A PF acredita ter provas robustas para incriminar Bolsonaro e ex-assessores. O processo desse caso das joias é físico e deve entrar no sistema da Corte apenas nesta sexta-feira (5). Outras 11 pessoas foram indiciadas.

Saiba quem foi indiciado e por quais crimes

Por peculato:

  • Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
  • José Roberto Bueno, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia;
  • Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;
  • Marcelo Vieira, ex-chefe de gabinete de documentação histórica da Presidência;
  • Marcos André Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque.

Por lavagem de dinheiro e crime de associação criminosa:

  • Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro;
  • Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Mauro Cesar Lourena Cid, general e pai de Mauro Cid;
  • Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O caso das joias

Em agosto de 2023, a Polícia Federal fez uma operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligados ao caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de Estados estrangeiros. Os investigados são suspeitos de ter vendido joias e presentes oficiais ganhos.

Segundo a PF, eles teriam utilizado “a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior”.

As quantias obtidas com essas operações, segundo a investigação, “ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados por meio de pessoas interpostas e sem usar o sistema bancário formal, para ocultar a origem, a localização e a propriedade dos valores”. A Polícia Federal não informou o lucro que os suspeitos teriam obtido com a venda das joias e dos presentes.

Também em agosto do ano passado, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou o Ministério da Justiça e Segurança Pública a solicitar ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos a ajuda do FBI, a Polícia Federal dos EUA, no caso.

*R7/Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara – 25.3.2024

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Assessoria de Virginia se pronuncia após polêmica com Ana Castela

Uma estadia de Ana Castela na fazenda do cantor Leonardo acabou...

ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag; político confirma

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), pré-candidato ao governo...

Polilaminina: por que o estudo não foi publicado por revistas científicas e quais os próximos passos da pesquisa

Revistas científicas que avaliaram o estudo sobre a polilaminina...