A polêmica envolvendo a suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun ganhou um novo e importante capítulo nesta terça-feira. Dezenas de parlamentares do Parlamento Europeu iniciaram uma articulação para pedir uma investigação formal contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, por sua atuação no caso que permitiu ao atacante dos Estados Unidos disputar as oitavas de final da Copa do Mundo.
A iniciativa amplia a pressão sobre a entidade dias depois da revelação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou diretamente para Infantino pedindo uma revisão da punição aplicada ao jogador.
Segundo os eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang, a decisão da Fifa representa uma grave quebra da integridade esportiva.
“Alterar a regra sobre suspensões por cartão vermelho durante o torneio é uma vergonha e uma perversão da justiça. Mais uma vez vimos Infantino e a FIFA se renderem às exigências da administração Trump“, afirmaram em nota conjunta.
Os parlamentares querem que as federações nacionais dos países da União Europeia solicitem oficialmente ao Comitê de Ética da FIFA a abertura de uma investigação contra Infantino.
O objetivo é apurar se houve influência política da Casa Branca na decisão de suspender a punição de Balogun, além de analisar possíveis violações ao princípio de neutralidade política previsto nos estatutos da entidade.
O grupo também cita outros episódios recentes envolvendo a relação entre Infantino e Donald Trump, como a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa ao presidente americano durante o sorteio da Copa do Mundo.
Até o momento, 35 parlamentares europeus já assinaram o documento.
“A beleza do esporte está no fato de ele ser baseado em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem pode jogar, esse senso de justiça desaparece“, diz outro trecho da carta.
Fonte: O Globo/Foto: Frederic J. Brown/AFP
