A expectativa é que, no fim de uma reunião nesta terça-feira (17) entre o Ministério, a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar, seja concluído o inquérito que investiga as circunstâncias da morte da policial militar Gisele Alves Santana. Recentemente divulgados, os laudos técnico-científicos indicam que Gisele não estava grávida e nem foi dopada.
A soldado Gisele Alves Santana, da PM-SP, morreu com um tiro na cabeça dentro do apartamento dela no dia 18 de fevereiro. Ela morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, também da Polícia Militar, que estava em casa quando a morte aconteceu. Ele alega que se trata de suicídio, mas a polícia leva em consideração um possível crime de feminicídio.
Os laudos periciais revelaram também a presença de sangue em vários cômodos da residência onde ocorreu a morte. O tenente-coronel Neto alegou que os paramédicos podem ter pisado no sangue em volta do corpo dela e andado para outros cômodos além da sala, onde Gisele morreu.
O advogado Miguel Silva, representante da família de, apresentou denúncias de abuso dentro da corporação da Polícia Militar contra o coronel Neto. Em resposta, Geraldo Neto declarou que todas as questões anteriores já foram investigadas e arquivadas pela Polícia Militar e reafirmou sua posição como testemunha na investigação atual, sobre a morte de Gisele.
*r7/Foto: Reprodução
