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Clima: Brasil tem geadas no Sul, chuvas no Nordeste e calorão no Norte

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clima no Brasil nesta quinta-feira (18/6) compõe um cenário de fortes contrastes regionais. Enquanto o Centro-Sul do país continua sob a influência de uma massa de ar frio que derruba as temperaturas e mantém o ambiente gelado no início do dia, novas instabilidades atmosféricas começam a ganhar força sobre o Rio Grande do Sul.

Em contrapartida, o calor intenso associado à alta umidade dita o ritmo na Região Norte, ao passo que o Nordeste concentra seus maiores volumes de chuva na faixa litorânea, inclusive com alertas de temporais para o território baiano.

Na Região Sul, o sol predomina entre poucas nuvens na maior parte do dia, mas o frio extremo marca o amanhecer, trazendo marcas negativas e formação de geada na Serra Gaúcha, Serra Catarinense, no sul do Paraná e em áreas do interior de Santa Catarina.

O cenário muda entre a tarde e a noite com o avanço de um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai, combinado a um cavado meteorológico e ao Jato de Baixos Níveis (corente de ventos rápidos). Esse alinhamento provoca temporais com chuva forte, trovoadas e severas rajadas de vento que podem atingir até 70 km/h nos três estados, além de manter o mar agitado na costa sulista.

No Sudeste, o enfraquecimento gradual das instabilidades favorece uma melhora progressiva nas condições do tempo. Embora a circulação de umidade marítima ainda sustente chuvas fracas e isoladas nos litorais e interiores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, bem como no leste de Minas Gerais, o grande destaque segue sendo o frio matinal.

O predomínio de tempo firme e seco dita o panorama na Região Centro-Oeste, onde a maior parte dos estados terá um dia de céu aberto e poucas nuvens. Chuvas isoladas e de fraca intensidade ficam restritas ao norte de Goiás e ao oeste mato-grossense, impulsionadas pelo calor local.

Divisão no Nordeste

O mapa do Nordeste mantém a clássica divisão entre o interior árido e o litoral instável. A persistência de uma massa de ar seco inibe a formação de nuvens e deixa os índices de umidade criticamente baixos, abaixo dos 30%, no oeste da Bahia, no sul do Maranhão e no sul do Piauí.

Ainda no território nordestino, as atenções se voltam para o litoral da Bahia e para o extremo norte da região. A chegada de uma frente fria pelo oceano, associada a um cavado atmosférico, gera risco de temporais e pancadas significativas entre Salvador e Ilhéus.

Mais ao norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica as precipitações na faixa litorânea que se estende do Ceará ao Maranhão. No restante da região, o calor predomina com máximas elevadas e ventos moderados na faixa norte.

Por fim, a Região Norte mantém o seu padrão climatológico típico de atmosfera abafada, combinando forte calor e umidade elevada para deflagrar pancadas de chuva entre a tarde e a noite. O risco de temporais com trovoadas concentra-se no extremo norte do Amazonas e no oeste de Roraima, embora chuvas moderadas a fortes também alcancem o Amapá, Acre, Rondônia e o oeste do Pará.

Na contramão do restante da Amazônia, o estado de Tocantins e o leste paraense seguem com tempo totalmente firme, enfrentando calor severo e umidade do ar abaixo dos 30% na porção central e sul do território tocantinense.

Fonte: Metrópoles/Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto

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