A formação de uma frente fria que começa a avançar pela Sul do país deve marcar a virada do clima na região. O sistema que começou ainda na madrugada, deve ganhar força ao longo do dia, e leva risco de temporais aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), todos estão sob alertas de tempestades.
A frente fria deve provocar pancadas mais intensas, com trovoadas e rajadas de vento, especialmente nas áreas mais a oeste do Rio Grande do Sul e depois avança para outras regiões ao longo do dia. O sistema chega associado a instabilidades. Segundo o órgão meteorológico, é uma configuração típica de outono.
Áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul também deve ser influenciados pela frente fria. Nestas localidades, o calor e a entrada de umidade aumentam o risco de instabilidades mais fortes, com possibilidade de granizo em pontos isolados.
Confira a previsão para o resto do país
No Sudeste, o cenário mantém a estabilidade observada nos dias anteriores. O tempo fica firme no Rio, em São Paulo e na maior parte de Minas Gerais, com céu variando entre claro e parcialmente nublado ao longo do dia. As manhãs seguem mais amenas, com mínimas entre 15°C e 20°C, e as tardes voltam a esquentar, com máximas próximas dos 26°C a 29°C.
Há chance de pancadas isoladas, principalmente em pontos de Minas, mas de forma irregular e sem volumes significativos. A combinação de céu mais aberto e ar seco favorece a formação de nevoeiro nas primeiras horas do dia.
No Centro-Oeste, o tempo segue quente, com máximas acima dos 30°C em vários estados. A aproximação da instabilidade em Mato Grosso do Sul favorece pancadas localizadas, enquanto Goiás e Mato Grosso permanecem com variação de nuvens e poucas ocorrências de chuva.
No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o padrão de instabilidade na faixa norte da região. Maranhão, norte do Ceará, Rio Grande do Norte, além do Pará e Amapá, seguem com condições para volumes elevados ao longo do dia.
Na Região Norte, a instabilidade permanece mais organizada, com pancadas frequentes e, em alguns pontos, mais intensas, especialmente no Amazonas, Pará, Amapá e Tocantins. O calor e a umidade continuam sendo os principais motores das áreas de instabilidade.
Fonte: Metrópoles/Foto: Gilson Abreu/AEN
