Começaram nesta sexta-feira (4), em Belém, os “Diálogos Amazônicos”, uma série de debates que antecedem a Cúpula da Amazônia.
Ao todo, são mais de 400 eventos na programação, envolvendo especialistas, representantes de ONGs, do governo federal e da sociedade civil reunidos para apontar soluções sustentáveis para proteger a maior floresta tropical do mundo e melhorar a vida nas cidades amazônicas.
As propostas debatidas nos diálogos serão levadas para os líderes mundiais que participarão da Cúpula da Amazônia. Segundo especialistas, é preciso que os países amazônicos superem problemas comuns para enfrentar a crise climática.
“Essa região é integrada por suas florestas, suas águas e cada vez mais por suas cidades. Então, é impossível pensar uma agenda de desenvolvimento regional sustentável, que é a proposta dessa cúpula, se você não pensa nisso de forma integrada”, diz a professora e pesquisadora da Universidade Federal do Pará, Marcela Vecchione.
Bom para a natureza, bom para agricultores
Concentrar esforços e investimentos em soluções baseadas na natureza é fundamental. As alterações climáticas prejudicam produção agrícolas e restaurar as florestas, por exemplo, melhora a qualidade do solo, da água, do ar, da colheita e amplia as oportunidades para os trabalhadores do campo.
Na zona rural de Ulianópolis, sudeste do Pará, agricultores receberam capacitação do Imazon – instituto que faz pesquisas na Amazônia – para cultivar árvores e alimentos na mesma área e já colhem bons frutos, como explica o presidente da cooperativa de agricultores, Marciano Venturini.
“A questão do sistema agroflorestal permite que o agricultor tenha uma atividade durante o ano todo. Além de ter uma área que gera renda, uma produção, ele ainda está preservando a questão do meio ambiente”, conta.
Maria Almeida comemora a produção sustentável em sua propriedade. — Foto: TV Globo/Reprodução
A agricultora produz açaí e mais de 200 espécies frutíferas. Agora, a família dela come melhor porque tudo que vem do campo, vai para a cozinha.
“Eu vou cultivar feijão, eu cultivo milho, melancia, abóbora, maxixe, quiabo, pepino… Uma variedade, do que a gente se alimenta, né? Produzir o que a gente consome e cuidando do meio ambiente”, fala.
*g1 / Foto: TV Globo/Reprodução
